LUIZ GERALDO MAZZA
Gincana liberada
Até para fazer uma gincana é preciso requerer licença à autoridade. Menos quando se tratar do MST, protegido pelos governos que o cortejam sem nenhum pudor por maior que seja a violência que pratique. Sempre entendi que a forma como se dão as invasões de terras no Brasil, que podem ter até um discurso revolucionário, por seu caráter focal e lembrando ''guerrilha'', mais se aproximam de uma gincana. Aquela mesma que detonou araucárias, na maior das reservas contínuas da Araupel. Como não tem identificação legal, já que não tem o RNPJ (registro de pessoa jurídica), ainda se recusa a depor na CPMI sob alegações formalíssimas. O Brasil ilegal é maior do que o legal e o governo se rende a essa conveniência-conivência. Uma espécie de inimputabilidade parece vigorar mesmo quando os sem-terra se aproximam dos sem toras.
Um-sete-um
No site do Legislativo a notícia de que neste exercício já foram aprovados 171 projetos. Por que não esperaram um número menos intrigante como o 172? Outra coisa: 171 noves fora é zero.
Mesma tática
Pelo jeito o governo federal vai usar a mesma tática empregada no flagrante do Waldomiro Diniz nessa questão do Correio. A prisão dos que gravaram, ainda mais com as análises decorrentes, dá essa impressão. O voyeur, o culpado?
Mediação
A intervenção parlamentar no caso das unidades de conservação com araucária tenta restabelecer a democracia no processo. Para decisões verticais o rumo é o horizontal para garantir o debate e a racionalidade e evitar, sobretudo, que um assunto grave e de interesse geral seja tocado com açodamento e desrespeito às partes interessadas. Não pode prevalecer nem o ponto de vista empresarial e muito menos o dos ambientalistas. Todo fundamentalismo é obscurantista.
Som e imagem
Dois paranaenses, o João Mancuso Vilela e o Joel Santos Filho, foram presos, ao lado de mais dois ex-militares, como envolvidos na produção de som e imagem do chuncho do Correio. É claro que a defesa do governo vai sugerir que induziram as pessoas no lance. Isso nada tem de orçamento participativo, ainda que possa guardar alguma semelhança distante.
Folclore
Requião lançou o livro sobre os bares (autografado em Curitiba e Londrina) em Ponta Grossa e repetiu o conceito de que no ambiente das libações há algo que lembra um confessionário e a democracia. No regime militar era comum colocar agentes do SNI e da DOPS nos botecos e que às vezes se perdiam no porre. Aliás, no Brasil, prostituta goza, narcotraficante ''cheira'' e dono de bar bebe.
Revisão
Onde está escrito poderes ou podres pode deixar como está porque tanto em termos filológicos como semânticos, de repente, é a mesma coisa.
Software livre
Depois do governo estadual é a Itaipu que adere ao software livre. Samek está entusiasmado pois os programas em código aberto são mais seguros, menos vulneráveis a vírus e dão opção maior de fornecedores.
Prolixo
Curitiba está ''frouxa'' sob o ponto de vista urbanístico. O calçadão virou um lixo. Falta liderança e determinação no governo municipal, até agora sob a anestesia do deslumbramento. Não há coordenação e as intervenções, se é que existem, são nulas.





