Radicalismo ambientalista (2)
Primeiro foi a enganação do macuquinho do brejo, existente em toda a bacia hidrográfica do Iguaçu e que interrompeu por meses a construção da barragem do Iraí, e depois o embargo da segunda pista da BR-116 por causa de uma árvore que abrigava um casal de papagaios. Dá para imaginar o que aconteceria hoje se fizéssemos algo como a BR-116, que no Paraná e São Paulo incidiu em área virgem em que o homem jamais pusera os pés, ou o colar de usinas da Copel e da Cesp e mesmo Itaipu. Quando estive em Buenos Aires vi na capa do ''Clarín'' a notícia de que ecologistas daquele país iriam abater o helicóptero brasileiro dos vôos panorâmicos sobre as Cataratas do Iguaçu porque produziam estresse naqueles andorinhões que têm ninhos no basalto e sobrevoam a área.
Há quem argumente que é melhor o exagero ecológico do que a omissão, mas quando se transforma em manipulação ideológica é terrorismo puro.

Analogia
Não dá para comparar a ansiedade voadora de Juscelino Kubitschek com a de Lula. Para começo de conversa o Brasil respirava otimismo e não estava nessa paralisia regada a discurso e muita corrupção. É que hoje nós enxergamos.

Aqueduto
Há uma reivindicação de província argentina no sentido de fazer um aqueduto e tirar água do rio Iguaçu para alimentar uma usina. Isso poderia ter efeitos ambientais, entre eles o de reduzir a carga das cataratas.

Tributos
De repente, caímos no ''poujadismo'', movimento francês dos anos 50 que pregava o fim dos tributos. É que na semana a Aneel declarou no Congresso que a taxação do setor vai inviabilizar a cobrança de tarifas. Em Curitiba, Beto Richa faz campanha para a desoneração fiscal do transporte coletivo e, agora, semana entrante, o pessoal da construção civil quer o mesmo ao setor.
Quem substituirá, no Brasil, o Poujade francês? De um lado o contribuinte esgotado, de outro o governo famélico num cabo de guerra frenético.

Trigo
Intriga sobre o trigo: o governador teve que isentar o produto por causa do governo paulista. Em guerra fiscal ganhamos de São Paulo?

Logomarcas
O prefeito de Curitiba resolveu não aderir à moda marqueteira das logomarcas e restituiu o brasão da cidade. Não é moderno, mas suscita um problema: se Requião pretendesse fazer o mesmo não poderia. É que o Paraná teve a reforma desses símbolos, feita no governo Álvaro Dias, desaprovada na Justiça. O pessoal da heráldica é o primeiro que chia contra os grafismos marqueteiros, mesmo quando bem bolados. Isso reabre o tema da nossa identidade. O melhor dos símbolos até agora foi a esfera verde de Paulo Pimentel que não o ajudou na carreira política, já que só se elegeu pra deputado federal e perdeu quer para prefeito ou senador, mas é eficiente no complexo empresarial.

Folclore
Uma piada, obviamente provocativa, sugeria que quando Pimentel lançou o teaser ''Aqui se Trabalha'' os catarinenses voltavam pra casa na divisa. E o pior é que ao longo do tempo levamos a pior diante deles, menos no futebol.

Ratinho
Ratinho entrou na onda de processar jornalistas. Fez isso com Ruth Bolognese e agora vai pra cima da revista ''Capital'', a daqui, e não a nacional, que o acusou de dar ''beiço'' em botequim no interior e em Curitiba, no Bar do Padre. Na Stuart o que sempre vi foi ele pagar a conta até dos que o acompanham.

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