Requião, pró CPI
Sob o argumento de que governo sério não teme CPI, Requião em Londrina chegou a criticar parte da bancada paranaense que não assinou o pedido, muitos deles seus aliados. Mas o governo nem sempre dá atendimento rápido aos pedidos de informação oposicionistas, já que um de CPI seria mais difícil, embora várias delas tenham emplacado como as do Porto, a das terras (resistência e invasões) a das universidades. Essas, como as anteriores, se mostraram frágeis e sem algum resultado concreto, como se dá, aliás, com as nacionais.

Dupla
Houve eleição majoritária no Paraná em que a dobradinha mais forte recebeu o apelido de ''Rabo Preso & Rabo Solto''.

Inviável
Há duas coisas para as quais as nossas usinas hidrelétricas não estão preparadas por falta de providência prévia em projeto: navegação (a não ser em trechos, muito específicos, da área alagada) e esvaziamento.

Esquerda
Discute-se se Lerner é de esquerda, como de resto se faz com Requião e tantos outros. Pode até não ser, mas levou muita sorte com o fato de o mini-acidente vascular ter alcançado o hemisfério esquerdo do cérebro. Se fosse à direita o estrago seria muito maior.

Palanque
Governo alega que a CPI visa criar um palanque eleitoral. Pelo jeito, ele quer se manter com exclusividade no palanque, como está fazendo. Aliás, experiência da reeleição mostra que os governos, um ano e pouco antes do final dos respectivos mandatos, se postam agressivamente em campanha. Como se viu com Lerner e FHC.

Sedex
Quase a operação abafa de Lula e aliados contra a CPI teve a eficiência e a velocidade do Sedex, como a dos anúncios televisivos. Agora se buscará fazê-lo no andamento da CPI, desde a votação da presidência e relatoria.

Nepotismo
Há nepotismos claros e os de circunstância. Como esse episódio de Santa Fé em que o prefeito cassado, Pedro Brambilla, é substituído pelo filho Fernando que preside a Câmara. Como não é adequado apontar cargo eletivo como nepotismo (e temos dois senadores irmãos), fica tudo como mera coincidência, ainda que se saiba que o Executivo tem condições de influir na eleição da Câmara.

Folclore
É um ato falho, como dizem os psicólogos, o governo chamar Medida Provisória do Bem a que reduzirá um pouquinho, é claro a carga fiscal dos empresários. Revela-se por aí a consciência de que as MPs, em geral, são do Mal. Maquiavel ensinava: o mal se faz de uma só vez, o bem em doses homeopáticas.

Empréstimo
Está na hora de instituições financeiras, depois do oba-oba em cima dos empréstimos a aposentados e pensionistas do INSS, de colocarem uma advertência nos anúncios que tomam conta das tevês e out-doors recomendando o uso desse recurso (o de endividar-se) com moderação, como se faz com a cerveja. Muitos dos beneficiados vão entrar logo em depressão quando verificarem os descontos.

Desprivatização
Uma das ''desprivatizações'' mais urgentes seria a do próprio Estado e das suas clientelas orgânicas (prestadores de serviços, fornecedores, empreiteiros etc). Dá para percebê-lo em qualquer das estatais, por exemplo, quais são os interesses dessa ordem que gravitam em torno da empresa.

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