LUIZ GERALDO MAZZA
Irmãos coragem?
Pela reação da cúpula nacional do PSDB, que deseja Alvaro Dias por aqui disputando o Senado em lugar de Hermas Brandão, dá para imaginar os irmãos que garantiram a eleição e a posse de Requião o enfrentando em 2006. Ao não disputar o pleito de 1990, Alvaro se sacrificou para ajudar Requião, envolveu-se inclusive no episódio Ferreirinha e teve participação no processo de desqualificação de José Richa.
Com essa intervenção dos cardeais tucanos, que no caso do Senado apresentaria um candidato mil vezes mais qualificado, haveria o ajuste entre os irmãos Dias numa espécie de ''fogo de barragem'' para deter Requião que hoje está à frente de qualquer candidato até pelas iniciativas políticas que adota, isso sem falar na atuação na recuperação de estradas e seu programa social.
Nem por isso se deve chamar os Dias de ''irmãos coragem'' porque eles não têm alternativas além dessa, a de saírem em aliança pela mesma causa. E que é tão ou mais difícil do que as suas atuações anteriores.
Luta de classes
A peãozada em Itaipu queria o racha total da participação nos resultados de forma ''socialista'', a partilha igualitária, mas o lado mais aristocrata, o dos engenheiros, não topava. É a internalização da luta de classes.
Desiguais
Estatais brasileiras não caíram na realidade: a Petrobras vai gastar R$ 600 milhões com participação dos empregados nos resultados. Vai distribuir três salários extras (imaginem o tamanho da fortuna) e um piso mínimo (segurem-se nas cadeiras) de R$ 11.200. Estado populista dentro do Estado. Beneficiários de um regime de castas, ainda batem no peito se dizendo ''socialistas''. Pelo que ganham estão mais perto dos socialaites.
Greves especiais
Embora seja sempre um risco definir ''atividades essenciais'' livres de greve não é possível que se admita na moleza como acontece em refinarias, metrôs e em estações de tratamento de água. Casos como o de Itaipu exigem justiça rápida para evitar colapso, e foi isso que salvou 14 estados brasileiros de entrarem em apagão com a proibição do bloqueio (piquetes), por um juiz do Trabalho, às áreas operacionais e a multa aos sindicatos se não a observassem.
Apocalipse
Se o Atlético perder do Corinthians ou o contrário teremos o caos. Empate não evita, igualmente, a baderna. O Iraque está à nossa porta numa estação-tubo.
Folclore
Jantar da Boca Maldita. Anfrísio Siqueira, o presidente da confraria, procura um fotógrafo. Aí o jornalista Carlos Alberto Marques, o Gauchinho, intervém: ''chame o Leite Chaves que é bom para retratação''. O senador quase foi cassado pelo discurso em que sugeriu que o Doi-Codi deveria usar uniforme preto e diferenciado como a Gestapo de Hitler. Em cima do episódio Herzog.
Separação
Ronaldo Fenômeno e a Cicarelli se separaram: ele parou de perder gols e ela perdeu o bebê, mas isso nada tem a ver. Ronaldo se cansa mais no mundanismo do que no futebol.





