LUIZ GERALDO MAZZA
E a banda podre?
Quem mais sabia do que se convenciona chamar de ''banda podre'' na polícia era justamente o tenente coronel Copetti Neves que monitorava a corporação, tanto ela quanto a militar, pelo Grupo Águia. O curioso, neste momento, é que celebram ao mesmo tempo a sua prisão tanto o secretário de Segurança como alguns dos seus maiores adversários na classe policial, entre os quais os delegados de carreira. Só essa circunstância desperta dúvidas suficientes para que se acredite em versões tão polarizadas e contraditórias. No caso das bruxas de Guaratuba, primeiro governo Requião, ficou nítido que o deputado Aníbal Khury acionou um dispositivo de sua área de influência, que abrangia os três poderes, para amparar Aldo Abagge, prefeito da cidade e sua esposa e filha, acusadas de envolvimento nos rituais que se diziam torturadas.
Se o governador tiver interesse em saída justa para o caso se obrigará a uma reflexão diante de situações tão contraditórias. Com mais um detalhe: Copetti atuava, quase sempre, em comum acordo com o Ministério Público, o que é admitido na última revista da Associação dos Delegados, daí a discórdia.
Chave e cofre
Quem cuida do cofre, e por isso as coisas vão bem, é Heron Arzua, secretário da Fazenda que foge do ''spotlight''. Mas o homem-chave do governo em tudo o que for beligerante é o procurador-geral Sérgio Botto de Lacerda. Que chutou o pau da barraca na Sanepar e pretende fazê-lo no Conselho da Autoridade Portuária.
25 hora
Agora Lacerda aprontou outra: melou, na última hora, acordo coletivo de trabalho, que reduziria dispêndios de dezenas de milhões na Emater, que já tinha autorização do próprio Requião, das secretarias de Administração, Fazenda, Planejamento, Agricultura e assinatura de sete sindicatos envolvidos na pendência. Normalmente não ganha questões no Judiciário e responde, quando lhe perguntam, de forma lacônica, que vai recorrer. É um gol contra o erário e a reeleição, pois Osmar Dias navega nessa área sindical.
Padre do Ibope
Com 107 mil ouvintes por minuto o padre Marcelo Rossi, na Rádio Globo, é o maior Ibope de Curitiba e Região Metropolitana. Um ''felômeno'', como diria o José Wilker encarnando o ex-bicheiro na novela ''Senhora do Destino''.
Crise programada
Problema sério neste fim de semana: complementação de obras no Pronto-Socorro Municipal obrigará o fechamento do hospital. Como os serviços públicos de saúde caem de qualidade dá para imaginar o caos. Incrível é que em setor tão deficiente se assegurem tantos votos ao Cláudio Xavier, estadual, e ao Ducci que manda mais do que o prefeito, dizem que do Lerner por tabela.
Previdência
A notícia de que o governo estadual não está repassando a sua parte na ParanaPrevidência fez lembrar da primeira gestão quando montou o fundo e, logo depois, o desmontou.
Folclore
Por onde Lerner andou, especialmente nos grandes partidos, os transformou em quase nanicos. Assim foi com Arena, PDS, PDT e PFL. O PFL se tocou tarde e por isso foi buscar reforços como o Joel Malucelli. Lerner agora fez o inverso: abrigou-se num nanico (PSB) para tentar transformá-lo em grande. Daí sua ação hegemônica em Curitiba diante dos perplexos tucanos.
A gincana
Invasão das praças de pedágio: o MST e seu estilo de partilhar o governo.





