Desconcentrar já
  No próximo orçamento estadual, de R$ 15,7 bilhões, pretende-se colocar como prioridade o atendimento das demandas de municípios com menor IDH. Caminho de risco que pode consolidar, estruturalmente, a pobreza. O ideal é investir em pontos de maior dinâmica em termos econômicos e não o contrário. Estudo da Confederação Nacional dos Municípios mostra que é preciso atuar com outra estratégia: a de reduzir o poder de concentração de renda. No eixo Curitiba-Ponta Grossa, na parte industrial, temos essa evidência. Dos 10 maiores PIB municipais, quatro (em primeiro Curitiba e mais Araucária, São José dos Pinhais e Ponta Grossa) são beneficiados. Atendimento prioritário no IDH baixo se traduz em assistencialismo, como esse da distribuição de leite, ou então mobilizações de todos os serviços sociais com alguma amarra econômica.

Dinâmica pública
  Araucária, segundo PIB geral, em função do Valor Adicionado Fiscal, por força da Refinaria da Petrobras e seu parque industrial, é o primeiro em PIB per capita. Foz aparece em terceiro em função obviamente de Itaipu, São José dos Pinhais, o quarto, decorrente da concentração industrial mormente automotiva; Ponta Grossa com parque de oleaginosas e entroncamento rodoferroviário; Londrina em sexto, Maringá em sétimo e Paranaguá em nono em função do Porto, que está ameaçado de perder a liderança graneleira.

Pirâmide perversa
  Apenas Araucária e São José dos Pinhais, do ranking do PIB geral, aparecem bem no PIB per capita. Da Região Metropolitana, além deles, Rio Branco do Sul, sede de uma unidade da Votorantin, e Balsa Nova também são listados. Piên, em função da indústria do Grupo Sonae, também aparece. Percebe-se que raramente a concentração de recursos conduz a um bom per capita e isso se relaciona com a questão demográfica.

Grampo
  Primeiro foi no governo Richa quando a Chefia da Casa Militar fez varredura contra ‘‘grampos’’. Depois tivemos a equipagem montada no Palácio, onde funcionava um delegado aposentado da Polícia Federal, no governo Lerner e agora a onda recente da gestão atual. Tivemos governos em que grampo era apenas aquilo que as mulheres (às vezes, homens) usam no cabelo.

Frustração
  O senador Alvaro Dias não escondeu sua decepção quanto à falta de pressão dos componentes da CPI da Terra sobre o empresário Cecílio do Rego Almeida quanto à imensa gleba que detém no Pará, próximas ao palco da morte de Dorothy Stang. E não pegava bem ao presidente da CPI que teve demandas pessoais com Cecílio fazer esse tipo de papel.

Efeito retardado
  Inflação vai explodir em Curitiba no segundo semestre na hora em que houver o reajuste da tarifa dos ônibus. Esse efeito é, no mínimo, de três meses.

Requião
  O governador Requião faz de tudo para evitar a cobrança dos aposentados, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal o exija. Se conseguir uma saída para evitar o problema (ajustes internos, cortes em pessoal que recebem como marajás) poderá fazer como o prefeito do Rio que fez disso propaganda de caráter eleitoral, apesar do anti-lulismo ter diminuído. O pior é que o governo não está repassando à ParanaPrevidência a parte que toma dos servidores, segundo a ‘‘Capital’’, a mais nova revista do Paraná.

Folclore
  O Fórum do Pedágio é tocado em parte pelos adeptos do ‘‘Pula Catraca’’. Quem pula catraca não paga passagem, quanto mais pedágio.

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