A bolsa de Pandora
Dizem por aí que o material que o tenente coronel Valdir Copetti Neves leva a Brasília para a próxima reunião da CPI da Terra é nitroglicerina pura. Alguns, mais intelectualizados, afirmam que a sua mala é a Bolsa de Pandora que ao ser aberta libera todos os males do mundo, mas conserva, como elemento residual e significativo, a esperança. A verdade só nasce do contraditório e poderá emergir para o bem de todos. É a esperança.

Jurisprudência
Está assentado em jurisprudência, com a decisão unânime de anteontem do STJ, que consorciadas do pedágio não têm qualquer obrigação de manter as chamadas vias alternativas. O processo levou seis anos para ser julgado. E para que se tenha idéia da saturação judicial havia 412 feitos a serem julgados na pauta.

Fogo amigo
Circulou ontem nos meios políticos que nada menos de 33 deputados estavam sendo ''grampeados''. O número não surpreendeu porque há mais desconfiança na tal base aliada do que na oposição.

''Bate-pau'' 1
Na gíria policial ''bate-pau'' é a pessoa investida na função (ilegal) e há muitos deles por aí, embora a existência de casos trágicos como o do estudante Zanella morto por um deles, ainda que conluiado com delegados que deveriam, por obrigação, repelir esse tipo de agente ou investigador. Servidores municipais em Piraquara e Andirá nessa condição foram feridos a tiros. Pode sobrar uma indenizatória contra o Estado.

''Bate pau'' 2
Na Vila Macedo, Piraquara, tomaram a arma do ''bate-pau'' Jemerson Kaviak Trefelli que ainda levou um tiro e anda de muleta. Seu colega, Passarinho, agente informal, só não foi ferido porque fez de uma valeta sua trincheira. Causa geral: o efetivo da polícia, 3.280, é o mesmo de 25 anos passados.

Xô, pedágio
Depois de mais duas derrotas fulminantes do governo no caso do pedágio, ambas na Justiça federal, eis que se repete a mesma tentativa anterior de ganhar na via política a batalha. O Fórum Popular contra o Pedágio é uma experiência sujeita a ampliar a frustração. O pedágio foi arma de chantagem para garantir o segundo mandato de Lerner e o primeiro de Requião, um fazendo o que não devia e não podia (o corte linear de 50% nas tarifas) e o segundo se elegendo com bandeira que não cumpriu. Se montarem brigadas de sem-terras para ocupar praças de pedágio e depredá-las e a polícia omitir-se, como se deu no caso paradigmático da invasão da Ferrovila, a situação passa a ser pior do que a do problema da saúde no Rio de Janeiro.

Ciência e a demagogia
O mestre Flávio Zanette, que desenvolveu o pinhão de proveta e a técnica da polinização artificial (controlada), pode salvar as araucárias. Mas é preciso conter violências como as que o MST deflagrou na Araupel detonando, em menos de cinco anos, a mais densa reserva da espécie. Vergonha inominável. E isso aí e mais as denúncias de negociatas no caso Araupel serão vistos pela CPI?

Juízo apressado
Antes de qualquer julgamento, submetido à paixão, vamos lembrar do caso do Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara dos Deputados e que presidiu o processo contra Collor e viu-se depois denunciado no caso dos anões do orçamento. A fúria do público, o desejo de linchar, era de tal ordem que foi difícil aceitar a realidade de que nada havia de sério contra ele. Vide Alceni Guerra na questão das bicicletas e das Lojas do Pedro que foi linchado e era inocente.

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