Mais um porto
Apesar das resistências de ecologistas, vai sair, no fim deste ano ou mais tardar em 2006, o porto de Itapoá, na altura da Figueira, mais um na Baía de Babitonga (São Francisco do Sul). E ele vem num momento em que os terminais catarinenses se encontram saturados por causa dos incidentes de Paranaguá e da resistência do governador paranaense aos produtos geneticamente modificados.
O investimento já afetou o mercado imobiliário e os loteamentos passaram, desde a temporada passada, a vender mais unidades. Talvez esse fato tenha determinado a decisão do governo catarinense de tocar a rodovia de Garuva até a entrada para Itapoá.
Moradores dos mais de 40 km de praias, boa parte deles paranaenses, temem que o porto afete a qualidade da água, mas lembram, igualmente, que o terminal da Petrobras na Enseada foi feito de tal forma que não gerou efeitos ambientais desagradáveis.

Contêineres
Anuncia-se em Paranaguá a liberação do berço 217, exatamente o Terminal de Contêineres, alvo de numerosas inspeções e conflitos do governo.

Petróleo
Essa aparente discórdia de campanário entre Joaquim Távora e Carlópolis a respeito da localização do poço da Sanepar do qual jorrou petróleo tem toda razão de ser: na hipótese de haver viabilidade de exploração o entorno da área de operação será imediatamente beneficiado como se deu ainda recentemente com a pesquisa de gás em Pitanga, e que favoreceu o distrito em que se davam as prospecções. Infelizmente, em Pitanga as operações da El Paso (essa mesma que tem a bronca da Usina de Gás) resultaram infrutíferas, mas enquanto havia trabalhos houve diversos ganhos sociais. O curioso é que a Petrobras perfurou até 2.300 metros e não achou óleo. Agora isso se deu a menos de 300 metros.

Ainda Petrobras
A Petrobras pagou dívidas históricas com o Paraná ao decidir por Araucária na localização da refinaria, disputada também pelos catarinas. Estes ficaram com o oleoduto e o porto e depois Paranaguá ganhou instalações equivalentes. Das mancadas restaram a briga pelo 3º Pólo Petroquímico, vencida pelos gaúchos, quando detínhamos o estudo mais completo e maior consumo. A primeira foi o erro de localizar a usina experimental de xisto em Tremembé, SP, que depois foi corrigida com o complexo de São Mateus do Sul.

Guerra
Uma guerra contra casas noturnas, algumas delas dando golpes na Copel (gato de luz) e na Sanepar em Curitiba. Ministério Público de olho.

Cirurgia
Beto Richa vai submeter-se a uma correção em cirurgia a que foi submetido. Depois vai ter que fazer a correção nas tarifas do transporte coletivo e essa vai doer tanto nele como no povo.

Áulicos
Puxar saco nem sempre funciona como anestesia. Mas se não fosse esse ritual que fim teria essa próspera categoria?

Folclore
Em 1973, Fábio Campana descia a rua XV quando ouviu alguém chamá-lo de Dito Cola, meio-campo do coxa. Quem fez a confusão foi o Aladim que estava presente na noite de autógrafos, anteontem, do livro do Fedato. Maior do que ele, segundo Nireu Teixeira, só Domingos da Guia que foi homenageado por suas artes numa das mais importantes cidades do Canadá: Quebec. Na verdade ''Que Béque!''.

Transgenia
Tanto em Palotina como em Londrina, por onde andou o ministro da Agricultura, a maioria acha que em um mês Paranaguá se abre aos transgênicos. Será?

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