LUIZ GERALDO MAZZA
Turismo religioso
Teríamos no Paraná condições de exploração do turismo religioso como o do Círio de Nazaré ou das encenações da Paixão de Nova Jerusalém? Difícil, mas não impossível, emplacar algo, conservadas as proporções, num calendário nacional, o que seria ótimo.
Sairíamos das manifestações puramente localistas como a da romaria à Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá para algo mais ambicioso. Com o aproveitamento da variedade e riqueza dos ritos e manifestações, como estamos vendo nesses dias, entre algumas etnias como a dos ucranianos com suas pêssankas e krachankas e a finura dos ovos pintados em arte bizantina, suas rendas e artesanatos, Curitiba, tanto como Prudentópolis, poderia sediar o evento.
Em passado não muito distante, o Graciosa Country Club promovia torneios nacionais de golfe e tênis à essa época do ano. Esse ''mix'' de atrações mais as encenações teatrais da Paixão pelo Grupo Lanteri poderiam gerar condições para atrair massas de visitantes. Como os ortodoxos fazem suas celebrações uma semana depois dos católicos teríamos uma continuidade. O governo poderia, desde já, documentar, em fotos e vídeo, esses ritos para avaliá-los.
O Natal
De tudo o que ocorre em Curitiba, em termos nacionais e em condições de figurar num calendário, está o nosso Natal. Percebe-se, no entanto, apesar da manutenção do espetáculo maior, o do coral dos órfãos no Palácio Avenida, uma decadência sensível como a das ruas com fachadas ornamentais e que no ano passado não funcionaram por falta de recursos. Incrementar essas manifestações e com ampla participação de autoridades estaduais e municipais e mais a iniciativa privada é indispensável. A Universidade Federal já se envolveu mais no processo.
Judas & malhação
Algo à margem das formalidades e com um toque ''underground'', já que até a Igreja tem feito restrições, é a malhação de Judas que fatalmente ocorrerá amanhã em todo o território paranaense e brasileiro. Trata-se de um momento para a população, expor em meio ao folguedo, a crítica a políticos nacionais, estaduais, locais e a vizinhos, a juízes e jogadores de futebol. Dá, claro, para imaginar as figuras da terra que serão enfocadas. Estaduais, municipais e federais, é claro. Grevistas em Londrina malham o prefeito.
Folclore
Comitiva do Paraná vai ao Japão. No primeiro dia quem se sente mal é Mechel Woller na adaptação de fuso horário. No dia seguinte o afetado é o general Alípio Aires de Carvalho, o que começa a preocupar. No terceiro dia quem aparenta estar abalado é o jornalista João Milanez. Há preocupação até que ele justifica: ''devo estar passando mal, pois no café da manhã achei o Fernando (da Cacique, de Londrina) bonito''. E assim foi durante toda a permanência entre os nossos antípodas como o animador da turma.
Perseguição
O empresário Guilhobel Camargo alega ter sido preso pela P-2 quando dirigia o carro da esposa (com IPVA atrasado e multas) por perseguição da Secretaria de Segurança. Até telefonemas para a China foram dados por causa do incidente. Guilhobel tem um ''site'' de crítica sistemática ao governo. Versão oficial é de que foi apanhado em blitz. A dele é que se trata de perseguição.
Mac Donald mudo
Enquanto o irmão Paulo, prefeito de Foz, fala bastante, sobre a crise social na fronteira, Ricardo Mac Donald não abre o bico sobre a muda secretarial em Curitiba. No momento oportuno dá o serviço.





