LUIZ GERALDO MAZZA
Eu, uma exceção
Semana passada fiz críticas à discutível eficácia da megaoperação na Vila Pinto, na CBN Curitiba. Bastou isso para que o governo exigisse direito de resposta, primeiro com Rafael Greca e depois com o secretário de Segurança. Este buscou me desqualificar ao ponto de detalhar o meu itinerário de casa para a rádio e de lá para casa e da casa para o jornal e assim por diante. Pelo jeito estou em segurança porque a secretaria conhece o meu paradeiro, embora não esteja em condições de saber o da bandidagem, altamente articulada, que ameaça empresários dando detalhes da vida de cada um para extorquir dinheiro dos ameaçados.
Governador moral
Boca Maldita (Café Ritz) domingo pela manhã: Orlando Pessuti, o vice, é saudado calorosamente por um dos presentes como governador moral do Paraná. Agora Pessuti vai repousar no spa Estância do Lago.
Pedágio em banho maria
O pedágio no Paraná deu caldo eleitoral para Lerner que fez um corte linear de 50% nas tarifas que garantiu a sua reeleição contra Requião e para o atual governador com a bandeira do ''baixa ou acaba''. Até agora, embora alegue estar vencendo a batalha, o governo só tem perdido judicialmente. No momento quem está querendo contestar a adoção do pedágio em novas rodovias federais é o Ministério Público munido de uma ação civil pública. Pedágio é adágio.
Non sense
Não bastassem os problemas que está criando com a sequela das cotas nos vestibas e ainda o teste para acomodar o pessoal da TV Educativa, a UFPR, mais antiga do Brasil, aprontou outra: segundo o ex-deputado Nilso Sguarezi deu o resultado dos aprovados no curso de italiano básico na sexta-feira, quando a matrícula se encerrara na véspera.
Relações pactuais
Um jantar, semana passada, na casa de Osni Pacheco, dono da locadora de veículos oficiais Cotrans, reuniu Beto Richa, Fernando Ghignone e até Alvaro Dias. A licitação do setor continua enrolada e foi suspensa três vezes pela reação do sindicato da área, inconformado com o edital que exige que o participante já tenha 60% da frota. Que não é absurdo, já que a Cotrans está nessa há decadas e pretende continuar como de resto se dá com as empresas de ônibus municipais ou interestaduais. Quem paga o pato é o pacto.
Folclore
Quando o PTB dos Martinez cogitou aliança com o PPS, Requião saiu-se com esta: é a aliança do Luis Carlos Prestes com o Ferreirinha. Agora o deputado José Domingos Scarpelini quer dar o nome de Baiano da Foice (José Antonio de Araújo) a uma ponte sobre o rio Piquiri na PR-486. O Baiano foi elemento chave na primeira eleição de Requião na encenação do Ferreirinha e acabou até sendo nomeado, apesar de nonagenário, pelo Caito Quintana na Casa Civil. Só falta agora cobrarem pedágio de manutenção naquele ponto. O pedágio Ferreirinha.
Enjaulada
O Xaxim é bem uma amostra de Curitiba insegura: donas de salão de beleza foram tantas vezes assaltadas que botaram grades nos estabelecimentos. Há inúmeras padarias e mercearias em diversos bairros na mesma condição.





