LUIZ GERALDO MAZZA
Cronograma curto
O governador entrou em ofensiva reeleitoral. Só que o cronograma é curto. Já se passou mais da metade do seu governo de mínimas obras e muitas atitudes e factóides e, embora haja recursos entesourados, não será fácil fazer estradas, melhoramentos no porto e na educação que estão programados.
É com a ofensiva pessoal que está fazendo em vários municípios e mais essa deflagração de obras que se credenciará à disputa tentando com isso diminuir o acervo de desgastes que até aqui acumulou, inclusive com sucessivas derrotas judiciais e políticas como a do bloqueio das verbas federais, do pedágio e a dos transgênicos. Vai ter que assumir a rapidez do ''flash'' das histórias em quadrinhos para habilitar-se e com a capitalização negativa, insolúvel, da área de Segurança, que pesou muito na eleição municipal.
Irmãos
Já os irmãos Dias também se encontram em ofensiva. Alvaro a indicar quais caminhos devem seguir os prefeitos na obtenção de recursos da União e Osmar em franco processo de capitalização em cima da lei de biosegurança. De um modo geral, Osmar tem a preferência da maioria, mas a obstinação de Alvaro em submeter tal juízo às pesquisas é prova de sua resistência, ainda que tenha afirmado que, em hipótese alguma, medirá forças com o irmão. No PSDB há um ''quebra mola'', obra de Beto Richa e Hermas Brandão, para impedir que Alvaro assuma a presidência regional do partido, pois se isso acontecer, face à sua obstinação e capacidade de trabalho, ninguém o deterá.
Quando Alvaro se dirige aos prefeitos sabe porque está fazendo: Osmar é o preferido nessa área também.
Riquixá
Muita gente já viu semelhança entre carrinheiros do lixo e o homem do riquixá, aquele que conduzia pessoas na China passada. Houve prefeito que mandou botar placa fosforescente nos carrinhos para evitar acidentes. E na Unicemp as formandas em desenho de produto, Marilise Ravaglio da Cunha e Renata Percegona bolaram um veículo barato e eficiente e cuja viabilidade foi atestada pelo economista Emerson Cunha.
Como se vê houve muito exercício de criatividade com relação ao carrinho, cuja frota hoje em grande parte é movida a cavalo, nem sempre bem tratado. O problema da ''cooperativa'' (idéia de Geraldo Seratiuk, da DRT no ''Mãos Limpas''), e sugerido agora na blitz da Vila Pinto, esbarra na burocracia institucional. A cooperativa evitaria que a ''mais valia'', aquela referida por Marx, ficasse na mão de intermediários.
Desarmamento
Com toda a megaoperação na Vila Pinto tivemos no que diz respeito a armamento a apreensão de quatro revólveres e duas facas. Desde que se lançou a campanha para desarmar era indispensável que essa estatística fosse clara: quantas entregas voluntárias e quantas obtidas na marra. Isso é que definiria o nível de eficiência da campanha. Prevenção-repressão andam juntas.
Folclore
O ''bicho do Paraná'', compositor e cantor João Lopes, saiu da Bolívia e ao entrar em Corumbá (MS), foi abordado por um policial que insistia em pedir-lhe o passaporte. Tudo porque na Carteira de Identidade estava o registro de sua terra natal, Califórnia, a nossa, não a norte americana.
Aquela entre Marilândia e Apucarana.
Sauna
A Assembléia Legislativa virou uma sauna porque o deputado Bradock cortou o sistema de ar condicionado, alegando que não suportava o barulho que o aparelho provocava. O que o polêmico deputado, doublê de delegado, já fez na decoração interna do seu gabinete, com pinturas de camuflagem, é a maior prova de que o presidente Hermas Brandão está longe de ser o Abraham Lincoln que os áulicos sugerem existir no deputado de Andirá.





