E agora José?


A festa ainda não acabou porque ainda restam dois anos e alguns dias de poder e esses Dias não são nem Osmar e muito menos Alvaro, senadores, de olho na sucessão. É claro que algumas festas estão por acabar: a de Nova York pode ter desdobramentos, porque a volúpia é tanta quanto a do antecessor. Outra que está para acabar é a do pedágio e virão outras e mais outras que custarão os olhos da cara para a viúva na hora das indenizações, incluindo uma possível das seguradoras do navio chileno em cima do Porto por não haver acionado nenhum dos instrumentais de contingência e mobilização obrigatória, descritos de forma impositiva nos códigos internacionais.
Não bastasse a pendência, que ameaça os seus direitos políticos, juntamente com os de Paulo Pimentel por crime eleitoral, e que deve ser apreciada logo depois do recesso das férias forenses no Tribunal Superior Eleitoral, Requião se vale do escapismo para fugir à troca (pessoalmente acho que se trata de fofoca da Corte) de acusações entre Luis Mussi e Pisseti, secretários de Indústria e Comércio e de Comunicação Social. Agora não terá como escapar, já que o advogado Ogier Buchi, a aparente vítima de toda a trama, cuja demissão não estaria também consumada e que apenas teria servido ao ''teatro'' da cena, foi à justiça para processar o governador por difamação e injúria. Já esteve na Ouvidoria e fez ali um depoimento claríssimo sobre o que ouviu de Mussi sobre o Pisseti. Mas o governador quer o assunto driblado, hibernado, enfim esquecido, uma vez que conta com seus áulicos de plantão em todas as esferas e em outros Poderes, como é da tradição paranaense.
A nossa elite não dá para dizer burguesia que o Wilson Martins anatematiza como fez com obra do marxismo de compota da praça adora que essas coisas se metabolizem naturalmente. Ela fica eriçada quando há denúncias contra o ex-presidente da Fiep, o Carvalhinho, e quando se comenta os desdobramentos da prisão do Toni Garcia e a possível bateria de prisões que provocariam com os desafetos indo ao orgasmo de prazer. Ainda que pessoalmente entenda que esse caso do Mussi e Pisseti é expressão caricata de disputa interna de poder, o fato é que a repercussão do caso, ainda mais agora com desdobramento até no âmbito judicial, exigiria uma intervenção do governador, menos dissimuladora.

BIZARRICE No Palácio Iguaçu não há ''amigo secreto'' e sim o jogo pré-natalino do ''inimigo ostensivo''.

AXIOMA Agora só falta o governador desfazer mais uma obra do Lerner: fechar o centro de excelência de ginástica artística, que deu, anteontem, mais duas medalhas de ouro para o Brasil, como fez com o Rexona. Ô Gomyde, se liga!

GLOSA Cristovão Buarque diz com razão que os trabalhadores da educação tentam impor uma visão ''sindical'' do problema como se ele não dissesse respeito ao conjunto da sociedade. O caso do Hospital Universitário de Londrina, com todo o funcionamento do consulado dos dirigentes eleitos, é a prova da falência de toda essa pretensiosa concepção. Põe em risco todo o lado positivo, inclusive os decorrentes de centros de excelência, daquela unidade de ensino. No governo Richa foi detectado que havia na UEL 80 jardineiros. Como na Federal, na Capital, sobravam ascensoristas ociosos com elevadores automáticos.

FOLCLORE A maior estabilidade no legislativo estadual é a do grupo que o administra. É o mesmo time desde os tempos de Aníbal Khury. Como se vê só os mandatos é que aparentam ser temporários. Aparentam.

CROMO Se aqui não há cotovia que ave invocar quando da sua passagem suave?

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