O maior leilão
O que Lerner exibia de ''realista'' em relação às privatizações, acatando tudo o que vinha no desfile fashion da ''modernidade'', é o contrário das ações de Requião. Já tentou ''melar'' o leilão dos poços da Petrobras e busca fazer o mesmo com o bater do martelo na questão da energia, tido como um dos maiores do mundo. No caso da Copel, o governador até que tem razão, pois essa empresa é uma espécie de ''limo'' assentado do nosso desenvolvimento e também do processo civilizatório. Ocorre que o Paraná não é uma república e não consta que estejamos exercendo um papel como o do gaúcho Plácido de Castro que tornou o Acre independente do resto do país como seus conterrâneos, mais os catarinas, tentaram com o Movimento Farroupilha.
Chegamos a ganhar uma liminar de primeira instância retirando a Copel do leilão até que o presidente do STF, Nelson Jobim, a pedido da Advocacia Geral da União, cassou a medida e tudo voltou à estaca zero. Se Requião fosse tão combativo quando estava na oposição e com mandato de senador em cima dos atos relativos à privatização do Banestado, quem sabe tivesse criado embaraços para Lerner como os que apronta para Lula.
Perdeu a demanda do pacto acionário da Sanepar na instância superior e tenta, por meio de acrobacias, dar a entender que a vitória está próxima como, aliás, fez o tempo todo com o pedágio. Agora uma ação contra Lerner por improbidade, de autoria do Ministério Público Estadual, procura manter a brasa viva dessa fogueira das rupturas contratuais. Também a legislação estadual, que se deseja impor (lembra muito aquela da encampação das rodovias ou a outra, também fora de sentido, que proibia a circulação de transgênicos e que foi detonada pelo STF), via Hermas Brandão, não aceitando sócios privados na Sanepar, na direção oposta a que esse parlamentar adotava na privatização da Copel, em que figurava como um dos mais fortes elos da posição governista, não tem força para anular contratos elaborados sob outro regime legal.
O jogo de cena continua com a mesma frequência da Sena. Cena milionária que pode transformar-se em hilária.

BIZARRICE O pedágio no Paraná se transformou defitivamente num adágio. Nem acabou e muito menos baixou. Acaba de subir e virá o aumento em etapas, como das vezes anteriores, sem que se resolva a pendência a tapas como o nosso combativo governo sugere.

AXIOMA Se todos os que se julgam com créditos na vitória de Beto Richa pretenderem espaços no secretariado vai sobrar gente no ''ladrão''.

GLOSA A vitória tem muitos pais, a derrota é órfã.

EPIGRAMA O Atlético venceu o São Caetano graças a um sentimento de culpa e justamente do Culpi nos empates contra o Paraná, Juventude e Grêmio.

FOLCLORE Certa ocasião uma empresa pública do Paraná foi alvo de pesquisa rigorosa que pretendia mexer em padrões comportamentais. O executivo da obra explicava ser tão perfeito o levantamento que dava pra saber até quem comia quem na augusta repartição.

CROMO Se é noite por que você permanece matutina?

AFORÍSTICO Da dinastia lerneriana que governa Curitiba, Taniguchi é o mais qualificado, tanto sob o ponto de vista técnico quanto político e como os demais que a compunham sempre foi peça importante do processo. Com alguns pecados veniais como o de convalidar licitações, na Urbs e IPPUC, em favor da Executive, empresa de sua propriedade.

VINHETA Entre Mussi e Pisseti balança o coração valente e volante de Requião: eles são o pólo da dialética interna do governo.

SCAPS Essa onda do avestruz vai fazer o povo enfiar a cabeça na terra?

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