O olho dos jornalistas

A Macroplan, segundo o portal ''Comunique-se'', ouviu 128 jornalistas, entre nacionais e correspondentes estrangeiros, sobre os 18 meses dos governos Lula e dos estaduais. Lula e seu ministério não passaram por média e de zero a dez obtiveram 5,5. Para 67% dos brasileiros e 73% dos estrangeiros o tratamento do governo Lula concedido aos meios de comunicação é ruim/muito ruim.
Ministros mais cotados foram Palocci, da Fazenda, Celso Amorim, das Relações Exteriores, Roberto Rodrigues, da Agricultura, e Furlan, do Desenvolvimento. Tanto a política externa quanto a econômica foram aprovadas. E a violência foi apontada (87% dos estrangeiros, 88% dos brasileiros) como o problema maior.
O desempenho do PT nas eleições municipais não é pacífico: 43% acham que será bom/muito bom e 54% ruim/muito ruim. Quanto aos governos estaduais, vistos só por jornalistas brasileiros, Geraldo Alckmin (SP) e Aécio Neves (MG) saíram em primeiro e segundo lugares (88% e 78% respectivamente) e Rosinha Mateus e Joaquim Roriz (91% e 63% de ruim/muito ruim) nos últimos.
O governador paranaense na relação de 12 estados é o terceiro entre aqueles classificados como ruim/muito ruim com 40% e na listagem de bom/muito bom fica em nono ao lado do Ceará, antepenúltimo, com 27%. O governador gaúcho é terceiro da relação bom/muito bom com 48% e que caiu muito, pois no primeiro ano estava com 67% nessa classificação.
Num detalhe, visibilidade na mídia, o Paraná ocupa a posição média em quinto lugar à frente do Rio Grande do Sul e depois de Brasília, Minas, Sampa e Rio. Essa visibilidade decorre não apenas dos feitos econômicos da terra, mas ainda em função do contraponto exercido por Requião em relação a Lula na ruptura de contratos, guerra do pedágio e dos bingos e especialmente os transgênicos, tema que o obrigará a atender interpelação recente do STF sobre a ilegalidade desse bloqueio. Nono em bom/muito bom e terceiro em ruim/muito ruim. O curioso é que pela mídia paranaense, com poucas exceções, Requião é o maior. Se houver jornalista paranaense nessa listagem que opinou dá para imaginar que teria mais do que os dedinhos apertados e os resmungos costumeiros quando se torna impossível a perseguição, como a havida contra Pedro Ribeiro e Ruth Bolognese.
OUTRA DA ALL Não bastasse o fato gravíssimo do acidente com 35 vagões na ponte sobre o rio São João na Serra do Mar, a concessionária prova que não está nem aí para descarrilamentos. Estava até procurando esconder esse acontecido no Norte Pioneiro, proximidades de Bandeirantes. Demorou também para fazer a comunicação ao Instituto Ambiental do Paraná e Ibama e apesar de ter havido vazamento de álcool combustível.
FOLCLORE No ''Impacto'' o deputado Neivo Beraldin dá um ''recado curto e grosso'' (mais este do que aquele) ao governador do Paraná: ''Estou esperando sua mensagem sobre o fim da exclusividade do Banco Itaú. Sei que o presidente do referido banco esteve em reunião com o senhor, de portas fechadas, com vários membros de sua equipe que defendem o banco''.
Fazer suposições como essa e partidas de quem presidiu a CPI do Banestado exigiriam resposta imediata. Se Requião for pela extinção da exclusividade (o que parece incontestável até por haver dela se dispensado em alguns órgãos) é impossível que haja no governo quem se oponha.
Isso em tempo de eleição é veneno de cobra. Dá para imaginar o que aprontaria o Beraldin se saísse candidato a prefeito pelo PDT.

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