Factóides de sempre

Ontem, a ''Folha de S. Paulo'' produziu reportagem em cima de mais um dos nossos crônicos factóides: a afixação dos ''outdoors'' da campanha anti-transgênicos do nosso governador em que afirma que o governo teria economizado US$ 60 milhões por não pagar royalties à Monsanto. Esses reclames insossos apareceram em nada menos de 200 municípios e de cara há a mentira que, embora repetida, continua mendaz, de ganhos em royalties pela circunstância elementar de que ninguém os paga até porque são contrabandeados da Argentina para o resto do país.
O jornal paulista mostrou ontem o caráter enganoso da propaganda em tela e revelou ainda que, justamente depois da guerra santa aos transgênicos, o Paraná perdeu, pela vez primeira, a liderança no embarque de soja em grão para Santos nos cinco primeiros meses do ano num escore nada desprezível de 3,52 milhões de toneladas contra 2,93 milhões de toneladas. Dá para fazer um cálculo de quanto o Paraná perdeu e não do que supostamente ganhou.
O mais grave em tudo é que o Procon, fiel legionário, na abertura deste mês, multou a Monsanto em R$ 1 milhão por haver produzido outdoors dando a sua versão naquela batalha, também perdida pelo Palácio Iguaçu, de embargar produtos da transnacional. Essa agora, da mentira desmoralizada, quem vai cuidar de multar ou de cobrar prejuízos?
Esse teatrinho burlesco vai nos custar muito caro. Como dá para ver no caso do Porto (a cretinice havida com a ''Bandeirantes'' que recebeu 18 meses por uma dragagem que não fez) e no da empreiteira Elejor e Copel em que a estatal botou R$ 7 milhões na frente e compromete mais R$ 107 milhões em mútuo em torno das quais espera-se a atenção eficaz do Tribunal de Contas que não pode fazer o papel de ''dorminhoco''. Como dizia Rudolph Von Yering ''dormientibus non sucurrit jus''. O direito não ampara os que dormem. E nem protege os que roncam/rosnam demais e que se julgam acima da lei.
E muito mais ainda se pode dizer do pedágio, outro adágio que custa caro e igualmente no ágio que o Porto faz a exportação pagar por incompetência gerencial. É a glória de Pedro Bó.

BIZARRICE O PPS quer impugnar os nanicos. Só que um deles lhe poderia dizer: ''eu sou você amanhã!''

AXIOMA De partido do ''voto limpo'', o PPS se faz em partido do ''veto sujo''.

GLOSA Danilo D'Avila do PTdoB estranha a postura de Rubens Bueno porque lá em Campo Mourão, sua base primeira como deputado e prefeito, esse nanico tem três vereadores e coliga com o PPS.

EPIGRAMA D'Avila, como organizador de concursos de miss, jamais vetou qualquer uma delas por ser supostamente nanica. Ainda mais depois daquela elegia de Roberto Carlos sobre os encantos da mulher pequena.

VINHETA Mais um bingo abriu: agora na avenida das Torres. Se a moda pegar pode até mudar de nome para Avenida dos Bingos.

FOLCLORE Na eleição passada, em meio ao fervor da disputa radicalizada, o PMDB partiu para a ladainha do ''Cassioníquel'' para criticar o que considerava uma ''indústria das multas'' de trânsito. O Cândido Gomes Chagas, da revista ''Paraná em Páginas'', passou a tratar do assunto sistematicamente e agora, cada vez mais veemente, da farsa do partido do governo e de Requião, que chegou a levar o assunto ao Senado, quando quem dá apoio logístico à cobrança é justamente o Detran, do governo estadual. Esse é um contrato, diz Candinho, com aquela risadinha sinistra de Doutor Silvana, que Requião não rescindiu.

AFORÍSTICO Caíto Quintana vai mediar acordo com as pedagiadas. Naquele do bingo a coisa não funcionou direito.

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