A decisão aguardada

Ontem fervilhavam especulações, enquanto havia um mínimo de informação real sobre as expectativas da convenção de hoje no PMDB municipal. Os defensores da candidatura própria queimaram seus derradeiros cartuchos de sexta-feira para cá e atuaram num ritmo alucinante, o que levou um pouco de nervosismo ao grupo que luta pela coligação com o PT e que estava tomado pelo triunfalismo.
Segundo a versão aliada, a fatura estava liquidada por uma diferença mínima de sete votos, se é que não seria maior em vista de adesões de última hora e das consequências dos encontros de ambos os grupos com o governador no Canguiri. Já do outro lado havia o informe de que a tese autonomista seria vitoriosa e com ela a entronização de Rafael Greca como candidato. Dizia-se, também, que Gustavo Fruet, decepcionado com o andamento das coisas, iria tirar o time de campo, mas acabou recuando aconselhado também pelo próprio Greca.
O clima é de tanta contrainformação que, assegurava-se, a não participação do governador que viajaria no dia da convenção, essa difícil de engolir porque mesmo nas derrotas, e não foram poucas, Requião aguentou a adversidade e a encarou até com alguma elegância.
Se na família Fruet todos estão com o Guga, na de Requião não há qualquer sinal de unanimidade. Roberto estava firme com a aliança e resolveu se fazer em observador independente a partir do momomento em que viu a pesquisa Toledo que dava alguma esperança a Greca. Seu irmão, o secretário de Educação, Maurício, foi o dirigente, ao lado de Doático Santos, que criou o fato consumado da aliança com o PT, acreditando na pouco provável reprodução do cenário de segundo turno da eleição de Cassio e que Vanhoni ajudou a perder com suas fragilidades em convicção política. Agora a irmã Lúcia Arruda está e com a obstinação de estilo e de energia que a caracteriza em todas as causas que abraça abertamente com a candidatura própria.
Se dividiu a casa, mexeu com a causa que parecia, mas não é, confessional. E isso já é um bom sinal porque estabelece a base do contraditório sem a qual não existe democracia. Até a hora da convenção as especulações virão aos jorros e quem estiver absolutamente certo do que vai ocorrer deve ser, por certo, vítima da desinformação.
DISSIDÊNCIA Não há clima para dissidências, mesmo que o ambiente da convenção seja abrasivo. Há um esforço dos dois lados para uma salvaguarda que impeça o surgimento de defecções articuladas. Obviamente no campo emocional quem é visto como capaz de partir para uma dissidência seria Gustavo Fruet pelas razões históricas de sua origem partidária e que já produziu um atrito entre o governador e dona Ivete Fruet, mãe do deputado, que se recusou a recebê-lo. E se tal ocorresse obviamente Eleonora Fruet deixaria a pasta do Planejamento como o seu irmão, o advogado Cláudio, teria abandonado as causas em que é o patrocinador de Requião em Brasília, na instância superior, à exceção das que se encontravam am andamento.
SEQESTRO Uma autoridade em Anti-Sequestros, Wagner Ferreira, falará sobre sua especialidade na quinta feira, 19h30, na sede da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia), para empresários e a imprensa. No dia seguinte, reunião fechada para policiais e peritos, também na Adepol às 14 horas. A iniciativa é do presidente da Adepol, o delegado Ricardo Noronha.
PRISÃO Um feito importante da polícia: a prisão do empresário Mário Fogassa, apontado como chefe de uma quadrilha especializada em roubo de cargas. Na trilha das ocorrências desse grupo a prisão de dois delegados de polícia, a morte de um vereador em Campo Tenente e suspeitas em cima de dois deputados.

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