Ascensão e queda

O Big-Brother Buba, apanhado com drogas no aeroporto de Afonso Pena e assim enquadrado como traficante, é o exemplo vivo do destino pendular dos famosos. Ganhou forte expressão por ter participado da promoção global na qual teve torcida quando encarou o ''paredão''. Mas ao lado da evidência e celebridade momentânea passou também a ser patrulhado e transferiu para os que o prenderam alguns minutos de glória, também fugaz.
No último número da revista Top View ele e a noiva Dilly, que também foi flagrada na ação policial e depois libertada, fazem a belíssima capa da publicação numa estada em Foz do Iguaçu no Mabu Thermas & Resort. Dias depois a trajetória em ritmo de tobogã foi a do noticiário policial. Como a glória provoca a identificação heróica e muitos dos que o aplaudiram antes estão tristes, os invejosos se sentem recompensados porque essa é a natureza humana.
EXEMPLO De Fazenda Rio Grande vem as melhores referências na área de segurança: prenderam em menos de 48 horas toda a quadrilha que assaltou a maior empresa de transportes do município. Não é só nisso, pois o Conselho Comunitário de Segurança concluiu ontem a pintura e a jardinagem da delegacia.
Isso é mais concreto do que a retomada do Policiamento Ostensivo Volante, que não foi lá essas coisas no primeiro governo Requião. Polícia eficiente na investigação é mais importante que a parafernália tecnológica na qual Delazari aposta. Integração verdadeira está na experiência referida, adequada à crise.
FLASH Ontem, na CPMI do Banestado, prestava depoimento como ex-funcionário do banco Integración, e que operava em conexão com o Araucária, Luis Carlos Mello, diretor administrativo e financeiro do Detran. Por falar em Detran a revista ''Paraná em Páginas'' acusa o órgão estadual de legitimar a indústria das multas da Diretran que o PMDB aparentava combater. E que rendeu até prisão de militantes como o atual diretor da Biblioteca Pública, o Cláudio Fajardo.
BIZARRICE Não entendo a razão de tanta onda só porque o governador pretendia um dedo de prosa com um jornalista.
AXIOMA Perdem-se os anéis para que se salvem os dedos.
GLOSA Não dedarás jamais o governador que o afligiu.
EPIGRAMA Apertá-los sempre e com força para evitar os dedos duros.
FOLCLORE Não se deve jamais apertar o dedo do proctologista o que em breve o inabilitará para os seus diagnósticos e massagens.
VINHETA Com o dedo polegar para cima ou para baixo, o imperador romano decidia, após ouvir o povo, o que caberia ao gladiador fazer com o adversário subjugado no solo ensanguentado do coliseu, se o matava ou libertava. Já o dedo indicador, o ''fura-bolo'', serve para apontar e acusar.
CROMO Em meio a neblina aponta na serra o Dedo de Deus.
AFORÍSTICO Como estamos na civilização digital e cibernética anular o dedo é como cortar a língua no caso da fala, vazar o olho e retirar a orelha. Se após tudo sobrar o nariz dará ao menos para perceber, como Hamlet, que há algo de podre no reino da Dinamarca.
SINAIS A semiologia ou semiótica aplicada à comunicação ensina que com os dedos exercemos uma linguagem às vezes universal de comemorar a vitória com eles em ''V'', chamar alguém de chifrudo ou mandá-lo para aquele lugar com o indicador para cima.
FILMES Últimos filmes vistos pelo governador: ''O pequeno polegar'', ''Dedos de Aço'', aquele do Jackie Chan e o ''Goldfinger''.

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