O risco (e o arisco) Requião


Teve grande impacto no Paraná a declaração da jornalista Mara Luket, editora do ''Valor Econômico'', à rede nacional CBN sobre o chamado ''risco Requião'' em decorrência das rescisões contratuais. Ela afirmou que num momento em que as ações sobem 5% na Bovespa, as ligadas às estatais paranaenses, Copel e Sanepar, teriam caído em média 7% e 6%. É verdade que esse cintilógrafo, às vezes, expressa um determinado momento no mercado, o que não anula essa possibilidade em função do clima beligerante mantido pelo governo e sustentado por versões nem sempre verdadeiras como a de que a União respaldaria, política e administrativamente, o governo paranaense.

Não é bem assim. Ainda agora, e justamente no momento em que uma ofensiva era feita no Ministério dos Transportes em cima da hipótese maluca do pedágio de manutenção (imaginem Minas com todas as estradas detonadas, adotando esse tipo de solução!), a Advocacia Geral da União, no processo movido pela Rodonorte contra os atos do governo Requião, manifestou nos autos ter interesse na causa, o que deixa claro o nível de competência federal que fez a delegação de poder para a exploração das suas estradas.

Ademais só há uma perspectiva de retomada de crescimento com o funcionamento do sistema público-privado para recuperar a infra-estrutura econômica do país em portos, aeroportos, usinas de energia, rodovias, ferrovias, hidrovias, já que o Estado brasileiro faliu e, no máximo, poderia participar com uma terça parte dos custos. Esse complexo de obras, além de contribuir para o pleno emprego e isso num ano eleitoral, criaria a pré-condição para a decolagem.

Isso não afasta a possibilidade de as ações de Requião terem criado uma via para uma revisão, quanto aos custos, do sistema de pedágio, o que é difícil ocorrer quando se visa clareza nos marcos regulatórios.

BIZARRICE - Com Orlando Pessuti no governo até o silêncio ensurdece a gente. Os desabituados à paz não se conformam, irados.

AXIOMA - Desenvolvimento sustentável e inclusão social são os vetores básicos do Plano de governo Requião. Na própria família o objetivo foi alcançado, tanto no desenvolvimento sustentável quanto na inclusão.

GLOSA - Só falta agora o Beto Richa pedir assessoramento à turma do Requião, o time da devassa no pedágio, para examinar a planilha do transporte coletivo, enquanto o Cassio não retorna. Se emplacar, vira herói.

VINHETA - Como Beto reagiu ao aumento das tarifas de ônibus, agora o Requião vai ter um motivo a mais para não admiti-lo nas linhas metropolitanas. No caso anterior, a Urbs (a Comec levou mais de um mês para ajustar) teve um prejuízo acumulado de R$ 3 milhões.

SCAPS - O Incra está negando em processos judiciais que tivesse ratificado o tal projeto modelo da Fazenda Araupel que ''gorou'' por inviável e caro demais. E aqueles institucionais, inclusive do governo estadual, decantando o feito?

EPIGRAMA - Até aqui não é ''fruetificante'' a candidatura do Gustavo. Com aquele pique de jogador da seleção olímpica não sai do lugar.

FOLCLORE - Se há algo que a Urbs não sabe praticar é a urbanidade. Vide o caso dos vales transportes falsificados em que não reconheceu as fichas que vendeu como se não fossem de sua emissão. Por sinal que no Tribunal de Contas há auditagens sobre ela meio engavetadas e há muito tempo. Se essas providências fossem rápidas como os aumentos tarifários saber-se-ia de toda verdade.

CROMO - No pomar fantástico as maçãs rubras assumem o fulgor da aurora.

AFORÍSTICO - Segundo a planilha da Urbs a passagem deveria ser arredondada para R$ 2,10. E no bondinho não vai nada?

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