LUIZ GERALDO MAZZA
Londrina esquecida
Agem acertadamente dirigentes administrativos e políticos de Londrina em revelar justa preocupação com a promessa do secretário para Assuntos da Região Metropolitana de Curitiba, Edson Strapasson, de fazer investimentos na Capital, ciclópicos, dentre eles vias pavimentadas superiores a 55 kms, quando o segundo pólo urbano do Paraná não consegue, por absoluta falta de recursos, instalar sua região metropolitana. Pessoalmente acho que há muitos equívocos no país e no Paraná quanto ao que se deva considerar metropolitanismo. Ainda entendo que a melhor classificação é a antiga que estabelecia uma Região Metropolitana em Curitiba e a Metrópole Linear do Norte no eixo Londrina-Maringá. Abstraído o tema seríssimo, conceitual, porque a continuar essa orientação dentro em pouco teríamos as metropolitanas do oeste, sudoeste e até a dos Campos Gerais com um pega entre Ponta Grossa e Guarapuava, algo tão despropositado como é incluir Doutor Ulysses na Metropolitana da Capital.
Politicamente, Londrina é da base aliada, Curitiba não. E por isso há esforço para revelar presença para derrubar o bastião do lernerismo. O empenho é tanto na Capital que Requião tende a defender uma chapa com petista na cabeça, no caso o seu líder parlamentar, Ângelo Vanhoni. O chio do secretário de Planejamento de Londrina, Marcos Defreitas, é válido. Como também o pedido de informações do deputado estadual André Vargas sobre arrecadação, tarifa e investimentos da Sanepar no estado, em Londrina e em Curitiba. Ele quer saber especialmente do pagamento feito pela empresa pública à prefeitura da Capital de R$ 125 milhões quando da renovação da concessão.
Londrina tem uma tradição oposicionista desde o regime militar e que lhe deu os fundamentos para chegar ao feito excepcional de cassar o prefeito Belinati por força da pressão social apoiada pelo Ministério Público. Essas expressões de resistência (do secretário municipal e do deputado petista que dessa forma defende a gestão do seu correligionário Nedson Micheleti) são importantes e Londrina, se prejudicada, pode, inclusive, recusar-se a renovar o convênio.
Como está sobrando dinheiro na Sanepar, ao ponto de o governador preparar o projeto da água a custo zero para os pobres, a movimentação é legítima.
RESERVADO Documento Reservado, do Pedro Ribeiro, contou ontem que a filha do deputado Natálio Stica, a musa dos programas eleitorais, bela e competente, a Fernanda, ganha R$ 3.800 na TV Educativa. Anteontem o deputado teve ligeira altercação com Requião por ter tratado de assunto daquele órgão.
BIZARRICE O MST prometeu que não mais invadiria, mas voltou a fazê-lo na fazenda da Embrapa e o mediador Padre Roque tudo acompanhava. Não dá para levar a sério esse pessoal, nem o chapa branca, muito menos o outro.
FOLCLORE O fato de o dirigente da Fundação de Ação Social de Curitiba ter metido a mão nos recursos da entidade (fala-se em mais de R$ 300 mil) e queimado tudo no bingo, conforme suas declarações, está sendo usado para dar blindagem à cruzada do governador contra os mini-cassinos. De repente isso pode até tornar a lavagem do Banestado em Nova York algo insignificante.





