LUIZ GERALDO MAZZA
As nossas prioridades (1)
Enquanto nossas entidades paranistas perdem tempo atrás de hipóteses que sempre se revelaram inalcançáveis, como preenchimento de vagas nos tribunais superiores por gente da terra, esquecemos de conferir prioridade a uma questão essencial: a sediação de um Tribunal Regional Federal em Curitiba. Não se trata de negar validade à pretensão, a despeito da má condução do assunto, até merecedora de acatamento, porém da inoportunidade pela circunstância elementar de que a nossa classe política não tem créditos, vide a composição dos quadros ministeriais e de escalão mais baixo do governo Lula. E além disso urge apontar que nessas pendências falamos para dentro, complexo de autarquia.
É curioso que tenha sido divulgado só agora o resultado de uma pesquisa feita obviamente no Rio Grande do Sul quanto ao índice de satisfação dos usuários dos serviços do Tribunal Regional Federal da 4 Região. A sondagem se deu entre 20 e 27 de novembro do ano passado num universo de 97 pessoas, dentre advogados, procuradores, funcionários e estagiários de birôs de advocacia, do Ministério Público Federal, da União e de autarquias e fundações federais que a ele demandam. Diz a pesquisa que 71,1% dos ouvidos se disseram satisfeitos, 22,7% totalmente satisfeitos; 4,1% indiferentes e 2,1% insatisfeitos. Se essa pesquisa abrangesse Paraná e Santa Catarina o fator da localização seria colocado como premência maior.
Historicamente temos enfrentado dificuldades para nossas teses: o melhor estudo para a sediação do terceiro pólo petroquímico do Brasil era o nosso, mas o Rio Grande do Sul levou a melhor. Tivemos como compensação a unidade de amônia e uréia, hoje privatizada, junto ao complexo de Araucária. Ainda na linha dos combustíveis o Brasil pagou um preço alto por haver designado como unidade piloto da exploração do xisto piro-betuminoso em Tremembé, SP. Levamos décadas para corrigir o erro com a implantação da Usina Piloto, e depois a Industrial, de São Mateus do Sul, da Petrobras.
As conquistas de aparelhamento judiciário tanto da Federal como do Tribunal Regional do Trabalho consumiram muito tempo, o que já seria um indicador claro para que nessa área soubéssemos manter agudo senso de prioridade.
BIZARRICE Se Hermas Brandão permitiu que o deputado Bradock pintasse o seu gabinete com a técnica de camuflagem à moda de Rambo deveria exigir que todos os carros, cedidos aos parlamentares, fossem identificados. Sem camuflar.
AXIOMA Na relação policial (PM e civis) por mil habitantes o Paraná perde da maioria dos estados. Porém economiza um secretário de Segurança.
GLOSA No clássico do futebol de domingo faltou cuca ao Paraná.
FOLCLORE Os bingos apelaram para o Espírito Santo. Da Santíssima Trindade ainda restam o Pai e o Filho.
CROMO Fernanda, 16 anos, minha neta, adejava luminosa ontem no balé.





