Queda sensível
Lula está abatido, desconjurado, conforme relato à senadora Gleisi Hoffmann, e pelo jeito a curva de desânimo se acentuará com o passar dos dias. Lidera as preferências eleitorais para a presidência, mas também, segundo a Paraná Pesquisa, em recente sondagem nacional, o ranking dos que mais envergonham o País : está com 26% , isso é um em cada quatro assim o classifica, seguido, vejam só, dessa figura nula, o presidente Michel Temer, com 20%, isso é um em cada grupo de cinco o hostiliza.
Não bastasse tudo isso, as demandas judiciais como a que pretendia levar o caso do sítio de Atibaia para São Paulo, bateu na trave por decisão do ministro Dias Toffoli e um novo tsunami de delações da Odebrecht pegam Lula e a atual presidente do partido, um oceano propinal. E assim seguirão os dias contra os quais, por mais ferrenha que seja a resistência do acampamento e a contabilização de algum feito favorável, se acentuará o declínio. Isso sem levar em conta a implacabilidade da Lei da Ficha Limpa que o afastará da disputa.
É o cenário do momento que já se evidenciou no fracasso da celebração de 1º de Maio que se transformou de bomba atômica em traque baiano e "espanta coió". A busca de alternativas, como a da romaria pró-liberdade de Lula - imaginada por Gleisi e repudiada pelas autoridades eclesiásticas do templo de Nossa Senhora Aparecida por sua manipulação ideológica -, retrata a ausência de perspectivas para melhorar o ambiente.

Ranking da vergonha
Vejamos o tal ranking dos que mais envergonham o brasileiro: Lula 26,4%, Michel Temer 20,3%, Aécio Neves 11,7%, Sérgio Cabral 10%, Dilma Rousseff 8,6%, Eduardo Cunha 5,4%. São listados ainda os senadores Gleisi Hoffmann e Renan Calheiros, e o deputado federal Jair Bolsonaro com 4,9%. Percebe-se nessa amostragem de 2.002 ouvidos em 154 cidades o quanto o povo está informado da quadra nacional.

Doleiros, uni-vos
A operação "Câmbio, Desligo" da Lava Jato do Rio visou o sistema de doleiros que teria movimentado cerca de US$ 1,6 bilhão (Cabral e JBS citados) envolvendo mais de 3 mil off-shores em 52 países. Houve a prisão de 53 doleiros em vários pontos do País. Como se vê, a novela está longe de terminar. Mas esse episódio mostra as falhas, inclusive do juiz Sergio Moro, desde o caso Banestado de 15 anos atrás. É também motivo para uma autocrítica dos que atuaram no caso da CC5 Banestado.

Provocação
Depois do atentado ao acampamento, tivemos na manhã desta sexta-feira (4) o envolvimento de um delegado de polícia federal, Gastão Schaefer, que arrancou equipamentos de som e provocou início de tumulto. A Polícia Militar precisou intervir e, à tarde, os acampados fizeram Boletim de Ocorrência no 4º Distrito. Esse fato se deu na frente da Polícia Federal.
Houve ainda outro episódio de duas policiais do serviço reservado que estavam em ação no acampamento (investigação do recente atentado) e acabaram assaltadas por um sujeito que usava arma de brinquedo e acabou preso pelas duas. Se o entorno é uma área sensível de segurança, inaceitável que ocorram "papagaiadas" do gênero como esses dois eventos.

Avaliação
Escritórios de advocacia avaliavam, nesta sexta-feira, os casos de políticos paranaenses que serão atingidos pela decisão de quinta relativa à restrição do foro privilegiado. Lembrados até eventos como o da antiga operação "Gafanhoto" que por causa do foro ficou travada em desfavor de deputados estaduais que se elegeram como federais como Takayama e Barbosa Neto. Ela enquadrava mais de 40 parlamentares de várias legislaturas. Um dos que pode ter suas questões judiciais levadas à primeira instância é o deputado Alfredo Kaefer.

Circulação
Pelo jeito as melhoras no sistema de circulação do tráfego na cidade em nada aperfeiçoaram as estatísticas: tivemos 178 mortes no trânsito urbano no ano passado.

130 prédios
Segundo a prefeitura de Curitiba há 130 edificações abandonadas na cidade, mas nenhuma delas ocupada permanentemente. Há casos de moradores de rua que eventualmente ocupam essas instalações. Pelo menos a ação social impede que haja aqui o tipo de situação vivida em São Paulo e explorado por máfias em nome de movimentos sociais.

Fã-clube
O fã-clube do juiz Sergio Moro voltou, nos últimos dias, a manifestar-se embora reduzido hoje a uma barraca solitária à frente da Justiça Federal. A manutenção do caso de Atibaia com Sergio Moro, conforme decisão de Dias Toffoli, foi celebrada pela força-tarefa que não acreditou na hipótese quando foi discutida na 2ª turma e que depende do acórdão para medir sua extensão.

Folclore
A Padroeira do Brasil foi alvo, de novo, de jogada política na pretensão da senadora Gleisi Hoffmann fazer uma romaria ao templo pela liberdade de Lula. Em 1964 um chargista da "Última Hora" fez a imagem da santa fundida à cara de Pelé (tratava-se de salvar o escrete) e deu margem à intensa exploração ideológica, prato cheio para a época.

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