Moro com restrições
A força-tarefa da Lava Jato reagiu com o emocionalismo esperado, através do procurador Carlos Fernando Santos Lima, ante a decisão da Segunda Turma do STF, por 3 a 2, de tirar da área de Sergio Moro as delações relativas ao Instituto Lula e ao sítio de Atibaia por não terem relação com a Petrobras. Isso vinha de longe sendo intentado pela defesa e aconteceu.
É visível que aquela aura de unanimidade que cercava a operação judicial não é a mesma dos primeiros tempos, não só porque acumulou desgastes como arregimentou interesses como os genéricos da fauna política (a cada momento uma bola da vez agora Ciro Nogueira (PP) e ainda Eduardo Azeredo (PSDB) aquele que precede o mensalão do PT), a mobilização de todos os criminalistas aturdidos e o jogo sinuoso das maiorias ocasionais do STF em que há visível confusão entre teses em debate e personalismos. Por sinal, se há princípio devastado nisso tudo poucos superam o da impessoalidade.
Cada censura (e tivemos aquela de Teori Zavascki e que alcançou também Deltan Dallagnol) ao time da Lava Jato é festejada com euforia e apostava-se na terça-feira (24) que o próprio CNJ o fizesse em relação a Sergio Moro, no caso de dois anos atrás da gravação Lula-Dilma, posto que o tema tenha sido adiado. O divisor de águas é esse: Lava Jato e a fauna que, de vez em quando, faz algum gol. Os que desejam o retorno, se possível integral, da impunidade tida como praxe, recuperam a confiança e, às vezes, num ato de descompressão afirmam com unção religiosa "queremos o nosso Brasil, à nossa maneira, de volta." Nunca mais será o mesmo.

Bandeira
Quando o governo paranaense, por suas omissões, aparece em primeiro no ranking de destruição da Mata Atlântica dá uma espécie de bandeira para os devastadores - e agora se constata isso -, ao lado da via paralela ao porto privado do Pontal, no rush do Ibama que apurou agressões à araucária no Centro Sul e na região metropolitana de Curitiba. Um total de 240 metros da espécie, correspondentes a 25 caminhões de carga, foram apreendidos e emitidos 37 autos de infração com dez empresas embargadas.

Prisões
A cada momento a nova governadora percebe a frequência de problemas crônicos como o das cadeias superlotadas: a Justiça tinha determinado a interdição da de Almirante Tamandaré, que voltou agora a receber detentos: tem capacidade para dois e já tinha 22 nesta quarta-feira (25). Justiça é premida a bloquear de novo.

Expectativa
A melhora no consumo, já detectada em pesquisas de expectativa, está indicando que nada menos de 73,8% dos consumidores darão presentes no Dia das Mães. Se o consumo se der nos níveis esperados haverá sinal concreto de recuperação, há tanto aguardada.

Estátuas
Rafael Greca foi o prefeito de Curitiba que mais se envolveu na luta por monumentos na capital, alguns como os do Cemitério Municipal grandiloquentes. Pois, agora, vai ter que se empenhar pela recuperação dos que estão sendo vandalizados, mormente nas praças de maior destaque. Algumas estátuas e bustos tiveram que ser retirados para recuperação. Se em escolas e orfanatos estamos tendo arrombamentos e roubos em mais de 300 por mês, urge uma ação mais integral voltada à prevenção e repressão. Outra preocupação, no caso das que foram surrupiadas, é achar o molde original da concepção para reproduzi-los.

Mistério
O que afinal houve com a unidade de saúde Medianeira (aquela dos quatro casos de reação, um deles fatal na campanha de vacinação contra a gripe no ano passado) ora interditada? Até hoje não se tem detalhe do ocorrido e, por isso, ainda ontem os vereadores da comissão de saúde foram inspecioná-la. Interditar pode ser boa medida, mas não suficiente. Problema de manipulação indevida ou de assepsia, o fato é que o esclarecimento se torna indispensável até para reforço de confiança nas campanhas de imunização.

Crimes contra turistas
Foi criada uma delegacia no 12º Distrito em Santa Felicidade voltada para crimes contra turistas, certamente no ambiente urbano porque as maiores violências se dão em ônibus de compristas em demanda ao Paraguai nas estradas. Na própria região do bairro-colônia são comuns as ações de descuidistas na romaria aos restaurantes.

Paraíso
Outro lado do paraíso: uma em cada quatro crianças até 14 anos no Paraná vive em domicílio com um quarto a meio salário mínimo. No Brasil, a percentagem vai a 40%. Mas tem o outro lado do Brasil paradoxal: gastamos em grana nas viagens ao exterior neste ano perto de R$ 4,8 bi.

Folclore
Surpreende a lista de proibições do Jardim Botânico, mas ninguém esquece do artista Krajcberg, que tinha lá uma de suas obras, do seu inconformismo com o abandono a que a relegaram e o levou a veemente protesto colocando muito mal as nossas autoridades mundialmente.

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