Brasília - Dois anos após ser cassado e perder os direitos políticos, o ex-senador Luiz Estevão foi a estrela do programa veiculado na noite de quarta-feira no Distrito Federal pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN), que é presidido por ele. Empresário e dono de clube de futebol, Estevão relembrou os episódios que resultaram na perda de seu mandato por, segundo ele, suposta mentira dita na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário.
A Procuradoria Regional Eleitoral requisitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cópia da fita contendo o pronunciamento de Luiz Estevão para analisá-lo. Mas, de acordo com o TRE, até o início da noite de ontem, o tribunal não havia recebido nenhuma ação contra a participação do ex-senador no horário eleitoral gratuito.
Estevão não esconde os planos de aparecer em todos os programas do PTN. ''Se o Gugu Liberato e a Dona Jura podem aparecer no programa do Serra e a Patrícia Pillar no do Ciro, por que eu não posso aparecer no programa do candidato do meu partido?'', questionou o ex-senador, que apóia Benedito Domingos como governador do Distrito Federal.
Segundo Luiz Estevão, se a Justiça proibisse a sua participação nos programas do PTN, também teria de impedir a aparição de todas as pessoas que não têm candidaturas registradas nos tribunais. ''Vou aparecer todas as vezes até porque as pesquisas de opinião mostram que eu estou entre as três maiores lideranças do Distrito Federal'', afirmou.

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