Luís Miranda confirma nome de Ricardo Barros no caso Covaxin

Deputado federal está em Londrina para acompanhar a filha em uma competição de kart

Vitor Ogawa - Grupo Folha
Vitor Ogawa - Grupo Folha

 

O empresário Clovis Ortunho Rosa encontrou o deputado Luis Miranda (DEM-DF) no Kartódromo de Londrina.
O empresário Clovis Ortunho Rosa encontrou o deputado Luis Miranda (DEM-DF) no Kartódromo de Londrina. | Arquivo pessoal/Clovis Ortunho Rosa
 


O deputado Luis Miranda (DEM-DF), que afirmou ter alertado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre supostas irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde, está em Londrina para acompanhar a filha Ana Miranda, que participa da Copa Brasil de Kart que será realizada a partir de quarta-feira na cidade. 


No dia 25 de junho, após quase sete horas de depoimento na CPI da Covid no Senado e muita insistência, Miranda confirmou que o nome citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre um suposto “rolo” na aquisição das vacinas Covaxin é o do líder do governo no Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). “Todo mundo sabe que é Ricardo Barros”, disse o deputado, sobre a citação de Bolsonaro como responsável pela situação com a Covaxin.


Ele também foi acusado pelo representante comercial da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que afirmou que sua empresa foi procurada por Miranda com o objetivo de negociar a compra de vacinas da AstraZeneca, o que o deputado negou. “Essa eu nem vou responder. Já falei o suficiente, inclusive no dia pedi a prisão dele por mentir em depoimento. Pois o Cristiano desmentiu e todos já sabem que foi armação.”


O representante da Davati no Brasil, Cristiano Hossri Carvalho, afirmou que o áudio que foi executado na CPI da Pandemia é antigo e não tem relação com compra de vacinas. Na época, ele disse: “Não se refere a vacinas, áudio de 2020. Fora de contexto, não enviado a mim, a terceiros”, afirmou Carvalho.


A reportagem da Folha pediu ao deputado a confirmação de que o irmão - o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda - disse à PF em depoimento que não gravou a conversa com o presidente, mas ele afirmou que voltaria a responder as perguntas da reportagem posteriormente. 


A reportagem ainda informou a Miranda que Cristiano também tentou vender a vacina para o município de Londrina. E que a Secretaria de Gestão Pública pediu uma cópia da procuração dos laboratórios para a Davati, afirmando que eles eram os representantes da empresa no Brasil, no entanto eles não enviavam. Questionado se ele acredita que faltou esse cuidado por parte do Ministério da Saúde, o deputado respondeu que “Sem dúvidas... erro básico em receber qualquer um.”


Ele chegou a tirar uma foto com o empresário Clovis Ortunho Rosa no Kartódromo de Londrina. “Ele vai ficar a semana toda. A filha dele é piloto de kart, é a Ana Miranda. Ele é bem acessível, bastante bacana. Por isso é deputado. Só conversamos coisas de corrida, sobre kart. Meu filho Antônio Dalla Vecchia Fortuna também vai disputar a Copa Brasil de Kart, que vai começar na quarta-feira e vai até sábado, mas está todo mundo querendo a gravação do Bolsonaro”, declarou Rosa. 


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