O caos sem arte
O governo estadual meteu a mão nos depósitos judiciais indevidamente, inclusive em alguns da Copel. É o desespero para fazer dinheiro de qualquer jeito. Como se já não tivesse uma dívida respeitável com a estatal. Dá para perceber que o caos está implantado e por mais bilhões que perceba de algumas transferências da União, se é que sairão, não se libertará do tumulto em que se meteu por suas próprias artes. É evidente que em tal quadro o fundo de pensão dos servidores estaduais não recuperará a higidez: se não respeita depósitos judiciais certamente nada ou pouco fará pela ParanaPrevidência, cada vez mais atolada e com riscos de sumir do pedaço por falta de meios de sustentação em meio ao calote geral, embora capitalizada, sob Lerner, com a antecipação dos royalties de Itaipu.
O pior é que um clima de farsa, de burla, cerca esses episódios: por exemplo, só em dívida do governo com a Copel (reestruturação dessa pendência) chega-se à cifra assustadora de R$ 1,230 bilhão. E, é claro, isso aí como a remuneração das pedagiadas é também segredo de Estado. Aí os deputados fingem que não sabem, nós dissimulamos que sabemos e o circo funciona com os demais poderes também se omitindo.
Para completar a obra, o BNDES resolve "pinçar" a dívida do extinto Badep para negar empréstimo ao devedor compulsivo e desesperado.

Transplantes
Estamos perdendo humanidade cada vez mais: houve uma queda de 27% no número de doações de órgãos no Paraná entre abril do ano passado e o atual.

Num turno só
Expectativa da base aliada de Beto Richa é vencer de forma fulminante o pleito no primeiro turno e evitar que a disputa fique próxima do neurótico pagamento das três folhas do pessoal de novembro-dezembro-13º, num montante de R$ 3,6 bilhões.

PCC também
A notícia de que um deputado petista (Luiz Moura) teve encontro com a turma do PCC, até porque já foi sentenciado e reabilitado, não espanta: tudo é válido em alianças. Basta ver o ocorrido com o Alberto Youssef e sua tchurma com livre trânsito na Petrobras e ministérios. Desapareceram os limites nesse vale tudo. O deputado cumpriu pena por assaltos a supermercados em Umuarama, Paraná, e Ilhota, Santa Catarina. Fugiu da prisão e acabou reabilitado judicialmente.

Aeroporto
Nadadores infantis do Clube Curitibano testaram a mobilidade urbana da Capital ontem ao perderem o avião no Afonso Pena que os levaria à competição sulbrasileira em Porto Alegre. Mas em meio à tanta coisa negativa, Gustavo Fruet promete que todas as obras, especialmente as de mobilidade, ficarão prontas antes do início da Copa.
Por falar em mobilidade ontem um biarticulado bateu num micro-ônibus de Teixeira Soares, que atendia doentes da cidade, com grande número de feridos.

Vôlei
Quem está com a corda toda com sua Arena é Jaraguá do Sul sediando o Mundial de Voleibol. Outro dia quem se saiu bem nessa foi Maringá até porque na Capital, desde que Lerner deixou o governo, o Paraná perdeu expressão depois do período glorioso do Rexona, inclusive com os títulos femininos. O Tarumã, que homenageia Almir de Almeida, sumiu do mapa, decaiu.

Folclore
Já tivemos duelos entre políticos: um deles, nos anos 50, entre o então deputado Júlio Rocha Xavier e o jornalista Roberto Barrozo, o pai, que foi secretário de Justiça de Munhoz da Rocha. Barrozo atacava Julinho, que era membro do Ministério Público, pesadamente, no Diário da Tarde. Combinaram o duelo que deu em nada. Antes o jornalista teria sido atacado a cambui em rua central de Curitiba supostamente por lupionistas.

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