Luís Eduardo sofre enfarte após caminhada de 1 hora e 20 minutos
O pré-candidato a governador da Bahia e líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), sofreu um enfarte ontem, em Brasília. O sol estava a pino quando Luís Eduardo saiu de casa para uma caminhada de uma hora e 20 minutos. O mal-estar começou no meio do caminho - um percurso de 11 quilômetros pela calçada que acompanha as superquadras residenciais da Asa Sul de Brasília. Luís Eduardo voltou para o apartamento em Brasília, na Superquadra 311, mais suado do que o normal, depois de uma caminhada forçada. Na dúvida do que fazer diante da indisposição, a primeira reação foi pedir socorro ao pai, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que também passava o feriado em Brasília.
Meu pai, estou me sentindo muito mal, disse Luís Eduardo a ACM, que estava na residência oficial do presidente do Senado, tomando um banho de piscina. Ele ligou-me com uma voz diferente da habitual, dizendo que estava se dirigindo para o serviço médico da Câmara, relatou o senador, no fim da tarde, no saguão do Hospital Santa Lúcia. Foi para lá que o diretor do serviço médico da Câmara, José Luiz Veloso, decidiu levar Luís Eduardo pouco antes das 15 horas, com a suspeita de um enfarte. O paciente chegou de ambulância ao hospital e foi levado, de maca, direto para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
Luís Eduardo contou ao pai que sentira um incômodo na volta da caminhada, depois de tomar um café da manhã. O senador preocupou-se logo. Afinal, o filho é um fumante compulsivo que consome pelo menos duas carteiras do cigarro Charm diariamente. Isto sem falar nas taxas de colesterol e de triglicídios, as duas acima do normal. ACM, que não fuma, não bebe e não consome açúcar regularmente, vive recomendando ao filho mais cuidado com a saúde. É que ele próprio foi vítima de um enfarte que quase o matou, no início da Nova República, tempos em que comandava o Ministério das Comunicações do governo José Sarney, hoje senador pelo PMDB do Amapá.
Preocupado com o tratamento em Brasília, ACM convocou o médico e amigo Bernardino Tranquesi, de São Paulo, para acompanhar o filho e dar a palavra final sobre o diagnóstico de enfarte que estava sendo confirmado por uma cineangiocoronariografia. O exame consiste na injeção de um contraste (líquido) nas artérias coronarianas, através de um catéter. A passagem do líquido, que é acompanhada por um aparelho de raio X colocado sobre o peito do paciente, denuncia o ponto exato da obstrução.
O passo seguinte foi uma cirurgia de angioplastia, que também é feita através de um catéter, quando o local da obstrução é de fácil acesso. O sucesso da cirurgia depende da evolução do caso nas 48 horas posteriores, pois sempre há risco de a artéria fechar outra vez, num novo enfarte. (AE)





