Luís Eduardo pede cautela sobre convocação de Congresso Revisor
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
O deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), líder do governo na Câmara, disse ontem ter uma posição cautelosa quanto à convocação de um Congresso Revisor em 1999. A proposta é defendida pelos dois principais partidos da base de sustentação do presidente Fernando Henrique Cardoso, PSDB e PFL. O líder alegou não estar ainda convencido da possibilidade legal de transformação do próximo Congresso em casa revisora, com poderes para aprovar emendas em assembléia unicameral e metade mais um dos votos.
Se houver uma contestação dessa iniciativa junto ao Supremo Tribunal Federal, dificilmente a tese sairá vencedora, avaliou. Eu, que ando trabalhando duro pela aprovação de emendas constitucionais, desejaria a revisão, mas não estou convencido de que ela possa ser convocada.
Para Luís Eduardo, a eventual convocação do Congresso Revisor poderia gerar instabilidade no País. E isto não é desejável e nem aceitável, argumentou. A garantia de poderes constituintes aos deputados e senadores a serem eleitos no ano que vem, se aprovada, acabaria servindo de exemplo a futuros governos, que tentariam fazer o mesmo. Hoje os ventos estão a nosso favor, mas e amanhã?, questionou.
Como alternativa ao Congresso Revisor, o líder sugeriu a alteração das regras internas do Congresso Nacional para a tramitação de emendas constitucionais. Ele prevê a possibilidade de as emendas serem analisadas inicialmente por uma comissão mista de deputados e senadores, para só depois passarem a ser avaliadas separadamente pelos plenários da Câmara e do Senado.


