Luís Eduardo condena financiamento público
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segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Agência Estado Salvador 
Arquivo FolhaLuís Eduardo: Não vamos criar um novo imposto para istoO líder do governo no Congresso, deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), afirmou ontem que a aprovação do financamento público das campanhas políticas este ano seria uma fórmula, sem disciplina, de torrar o dinheiro público. Ele acha que, nas circustâncias atuais, nas quais qualquer pessoa pode criar um partido e se candidatar, esse tipo de financiamento das campanhas é inaceitável, até porque temos uma crise fiscal no Estado. O deputado fez as declarações na estréia do programa Bahia Meio-Dia, da TV Bahia (Globo).
Luís Eduardo disse não ser contra o financiamento público das campanhas políticas, classificando a proposta como uma inovação, mas condenou a votação da matéria para a eleição do próximo ano. Não temos fontes que financie (o governo não conta hoje com os R$ 700 milhões previstos) e não vamos criar um novo imposto para isso, disse, ponderando que é preciso discutir com a sociedade as bases e as regras desse financiamento. O que ele espera aprovar, no segundo semestre, é a reforma administrativa na Câmara e a da Previdência no Senado. São matérias difíceis, pois mexem com o interesse de pessoas e grupos, mas são pontos fundamentais para o equilíbrio que toda a sociedade deseja, declarou.
Sobre sua eventual candidatura ao governo da Bahia, disse que isso ainda não foi decidido pelo PFL e os partidos aliados. É convidativo governar o Estado mais bem administrado do País, elogiou, afirmando que caso o candidato escolhido pelo partido seja o atual governador Paulo Souto, vai estar em boas mãos. Segundo o deputado, o PFL deve definir o nome do candidato até o final do ano. Ele disse esperar que o PMDB da Bahia (aliado do PFL nacionalmente mas tradicional opositor no Estado) vire um coligado na eleição do próximo ano pelo governo baiano. A aproximação do PFL ao PMDB se deve ao fato de o grupo do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), líder do governo na Câmara e grande amigo de Luís Eduardo, estar lutando pelo controle da legenda no Estado. Se isso ocorrer, fatalmente o PMDB deve integrar a coligação do PFL.


