'Lugar dele é rezando missa', diz concorrente
Não é fácil ter um padre como adversário político. Pela própria tradição religiosa do Brasil, a figura do líder religioso ainda tem um peso significativo, principalmente nas pequenas comunidades. Um outro detalhe é que os religiosos ainda não têm um passado político. Tudo isso dificulta a tarefa da oposição. Por isso, os adversários falam com muita cautela sobre a figura do padre na campanha política.
É o caso do prefeito de Astorga, João Zampieri (PFL), que busca nessa campanha o seu terceiro mandato. Para mim, a candidatura do padre (Antônio Cesnik) não causou nenhuma surpresa. Ele já vinha em campanha há mais de dois anos e hoje não é mais padre, apenas candidato. Por isso, eu o tenho como um adversário comum. Agora, a comunidade não gostou da opção dele, por entender que lugar de padre é na igreja rezando, e não na política, cutuca.
Também candidato a prefeito em Astorga, o ex-prefeito Carlos Keide, mede as palavras para evitar qualquer tipo de polêmica contra o padre. Mesmo quando informado de que o religioso afirmou ter entrado na política para combater a oligarquia do município, ainda assim ele se segura. Na igreja, é uma coisa; na campanha política é algo totalmente diferente. Não estou disputando a eleição contra o padre, mas contra o cidadão Antônio Cesnik, um dos três candidatos, pondera. (E.A.)





