O deputado José Lourenço (PMDB-BA) disse ontem que aceita uma CPI para investigar o grampo feito em conversa telefônica sua com o ex-deputado Jonival Lucas, mas só se forem abertas outras investigações envolvendo a Bahia. ‘‘Só assino essa CPI, se for para assinar também outra para investigar o Serviço de Atendimento ao Cidadão’’, disse ele, referindo-se ao serviço que foi dirigido pela filha do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, Thereza Pires.
O deputado convocou ontem uma coletiva para defender-se diante da divulgação de trechos da suposta conversa dele com Jonival Lucas. ‘‘Tudo o que trata de Geddel (Vieira, deputado do PMDB-BA) e de dinheiro são palavras encaixadas maldosamente’’, afirmou o deputado, para quem a fita é uma montagem.
‘‘Você acha que na minha idade vou lá pedir dinheiro para ir para o PMDB? Pelo amor de Deus.’’ Lourenço diz que entrará hoje com uma notícia-crime na Polícia Federal pedindo a perícia da fita e a investigação da autoria. O deputado sugeriu que o grampo pode ter sido feito na residência de Lucas, por integrantes da Polícia Militar baiana.
Lourenço comentou que não ouviu a fita detalhadamente e que pretende obtê-la pela PF. Admitiu, no entanto, que no início de dezembro manteve uma conversa com Jonival Lucas sobre o descontentamento dos parlamentares baianos que deixaram o PFL para ingressar no PMDB por causa da não liberação de verbas de emendas por parte dos Ministérios da Integração Regional e Secretaria de Políticas Urbanas. O assunto foi levado a Geddel.

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