Loteria municipal esquentou sessões do Legislativo
Marcos Zanatta
De Maringá
O primeiro semestre de trabalhos da Câmara de Maringá foi de debates entre os 21 vereadores, com projetos que acabaram empurrando a comunidade para o plenário. Algumas matérias atraíram muita gente para as sessões, o que é muito bom para o nosso trabalho, diz o presidente do Legislativo local, João Alves Corrêa, o John, (PMDB).
O projeto que mais chamou a atenção, de autoria do Executivo, foi a criação da loteria municipal. Setores ligados à igreja foram para o plenário, pressionar os vereadores e vetar a lei, que acabou aprovada mas até agora não chegou a ser sancionada pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB). Apesar da pressão, existia uma justificativa, e o projeto acabou passando depois de muita polêmica, lembra Jonh. A administração, alegando cortes de 35% no repasse de verbas para a assistência social, decidiu criar a loteria para cobrir o rombo.
No final de junho, uma alteração de projeto acabou dividindo opiniões novamente. O vereador Nilton Tuller (PSDB), queria acabar com a exigência de distância entre os postos, que é de 1500 metros. Houve muito tumulto e pressão em cima dos vereadores, lembra Jonh. A distância existe há pelo menos cinco anos, e não permite a instalação de um posto a menos de 1500 metros de outro.
Mas a Câmara de Maringá também produz projetos vazios. O presidente da Casa acha que os vereadores apresentam projetos para justificar o apoio que recebem de alguns setores. Eles sabem da crise que a prefeitura atravessa, mas apresentam propostas até inviáveis, diz. Entre os projetos inviáveis, está o que determina o tipo de música que o vendedor ambulante deve tocar, e o que proíbe a atividade de flanelinha em Maringá.
O primeiro, de autoria do vereador Paulo Kato (PPB), determina que os vendedores ambulantes usem músicas diferenciadas, para identificar o produto que está oferecendo. Assim, justifica Kato, a pessoa que está dentro de casa ou da empresa vai saber quando o vendedor passar pela rua. Já o vereador Shinji Gohara (PSN), conseguiu aprovar há mais de um ano uma lei proibindo os flanelinhas nas ruas de Maringá. A prefeitura e a polícia dizem que não podem agir contra os guardadores de carros, que a cada dia são em maior número, e a lei fica sem ser cumprida.





