A estudante secundarista Elaine Cristina do Amaral, 17 anos, chegou cedo à Assembléia Legislativa para protestar contra a venda da Copel. Ela e um grupo de amigos, todos militantes do Partido Popular Socialista (PPS), estavam dispostos a agitar o público que ocupava as galerias. ''A venda da Copel é prejudicial ao povo. Temos de nos unir para impedir que isso aconteça'', dizia a adolescente, empunhando uma bandeira do partido.
Cercada de seus colegas, eles foram impedidos de ocupar as galerias porque a lotação estava esgotada. Ficaram do lado de fora protestanto. Elaine do Amaral tem acompanhado passo a passo as ações do governo para vender a estatal de energia. Há menos de 15 dias, ela esteve no antigo Conglomerado Banestado, onde foi feita a audiência pública para o leilão de privatização. ''Aquilo foi um absurdo. O governo só respondeu as perguntas que quis, deixando para trás as mais polêmicas. Foi uma palhaçada'', protestava.
A estudante dizia não ser contrária à participação da iniciativa privada em investimentos de energia, mas desde que fossem feitos novos investimentos. Ela se posicionou contrária ao fato de os novos donos da Copel pegarem uma empresa pronta e lucrativa. (C.M.)

mockup