Lopes tem todo sigilo quebrado
Em reunião encerrada por volta das 21 horas, os senadores integrantes da CPI dos Bancos decidiram quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes e de seus sócios na empresa de consultoria Macrométrica Sérgio Luiz Bragança e Luiz Augusto Bragança. A Comissão também determinou a indisponibilidade de Lopes e dos irmãos Bragança.
A comissão chegou a discutir, ainda, a quebra do sigilo postal de Lopes, mas preferiu aguardar a decisão da Justiça Federal, que já tem um pedido sobre esse assunto, encaminhado pelo Ministério Público. O vice-presidente da CPI, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), esclareceu que o sigilo postal tem tratamento diferenciado na Constituição.
Arruda disse, também, que a comissão não considera mais o ex-presidente do Banco Central como testemunha, mas sim como indiciado, já que ele se recusou a depor. Arruda acha que isso poderá acabar abreviando os trabalhos da CPI, porque quem cuidará agora do caso dos bancos Marka e Fonte Cindam será o Ministério Público.
A CPI do Sistema Financeiro confirmou para hoje, às 16h30, o depoimento do ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Cláudio Mauch e definiu a convocação de mais quatro depoentes. Na quarta-feira, serão ouvidos o economista Rubem Novaes e Luiz Augusto Bragança, que acompanharam o ex-controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, em sua viagem a Brasília para negociar ajuda do BC.
Na quinta-feira, a CPI ouvirá Sérgio Bragança e Alexandre Pundek. O primeiro deles teria depositado em suas contas no exterior US$ 1,6 milhão de propriedade de Lopes e o segundo era assessor de Lopes no Banco Central e foi quem recebeu Cacciola para iniciar as negociações de ajuda do BC, em 13 de janeiro. O vice-presidente da CPI informou ainda que a comissão recebeu todos os documentos solicitados à Bolsa de Mercadorias e de Futuros e que o presidente da instituição, Manuel Félix, deverá ser convocado para depor na próxima semana.





