Curitiba - Dos 54 deputados estaduais hoje com mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, três são da região de Londrina: Cobra Repórter (PSD) e Tiago Amaral (PSB), que compõem a base governista, e Tercílio Turini (PSB), da chamada bancada independente. Os dois primeiros saíram em defesa dos "pacotaços" apresentados pelo Executivo ao longo do ano, enquanto o terceiro lamentou a forma como se deram as votações.

"Foi um ano difícil, por conta de tudo aquilo que está acontecendo a nível de (sic) Brasil. O Paraná acaba também sendo afetado com tudo isso. Por outro lado, [houve] muitas conquistas também. Na nossa região, tivemos boas notícias, como a duplicação da PR-445 (entre Londrina e Mauá da Serra), que vai a partir do ano que vem começar as obras. Esperamos que 2017 seja melhor. Depois de toda a turbulência que passamos, a gente [bancada] está muito unido, sempre trazendo coisas boas para o interior", disse Cobra.

Para Amaral, 2016 foi um período de "teste" das medidas de austeridade. "A gente viu se elas realmente impactariam de forma positiva ou negativa no Paraná. E eu avalio como sendo muito positivas, até porque conseguimos aplicar e implementar o reajuste dos nossos servidores nesse ano, já demonstrando claramente que, em relação aos demais estados do País, nós conseguimos sair na frente. Entretanto, enfrentamos um momento único nacionalmente e isso impactou nos trabalhos na Casa", avaliou.

Segundo o político do PSB, o clima no plenário foi bastante complicado, de muita rivalidade e disputa, "refletindo na verdade o momento que a sociedade está atravessando. A sociedade está extremamente radicalizada, com dificuldade de diálogo muito grande", opinou. Ele falou que espera uma disposição muito maior para o diálogo em 2017, de forma a "construir de fato as alternativas que nós precisamos".

Turini, por sua vez, recordou as situações controversas vivenciadas no Parlamento. "O governo acabou suspendendo o reajuste [do funcionalismo] e isso estabeleceu greves de diversas categorias. É uma matéria que tem impacto não só nos servidores da ativa, mas também nos aposentados. Além disso, outras questões polêmicas, como venda de ações da Copel e da Sanepar e de terrenos, praticamente sem controle. Infelizmente, a Assembleia autorizou, quando cada terreno deveria vir para cá com avaliação. O que se deu foi um cheque em branco para o governo."

Ainda de acordo com o parlamentar, o ano foi de reflexos da crise nacional. "E, no meio disso tudo, teve a eleição municipal, que sempre afeta aqui. Até a pauta, em determinado momento, foi muito enxuta. Foi um ano realmente de muita dificuldade Esperamos que em 2017 a gente tenha uma pauta mais positiva e possa fazer o trabalho com mais tranquilidade. O governo aprovou praticamente tudo o que queria. Tem uma maioria e tem conseguido aprovar, apesar de todo o esforço e da gente fazer o contraponto." (M.F.R.)

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