Londrinense vai votar pela 3a vez em menos de seis meses
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de março de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Quase seis meses depois do primeiro turno de 2008, os candidatos à Prefeitura de Londrina Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) voltam a se enfrentar hoje em uma terceira etapa do pleito passado situação inédita no País. O novo segundo turno ou terceiro turno, como ficou mais conhecido, vai reunir na mesma arena, novamente, dois deputados federais que, a despeito de trajetórias políticas diversas, têm em comum tentativas frustradas de assumir a chefia do Executivo Municipal: Hauly tentou em 1996, 2000, 2004 e 2008; Barbosa, em 2000, 2004 e 2008. Ambos, aliás, registram derrotas um para o outro como a de Hauly, quando perdeu para Barbosa a chance de disputar o segundo turno de 2000, e a do pedetista, quando perdeu ano passado, no primeiro turno, por uma diferença de menos de 2 mil votos.
Dos 341.908 eleitores de Londrina aptos a votar dados de julho de 2008 , 287.324 compareceram na primeira etapa do pleito passado; mais de 54 mil se abstiveram. Nesse contexto, Antonio Belinati (PP) ficou à frente com 99.432 votos (36,39% do total de votos válidos), Hauly, com 63.891 (23,61%), enquanto Barbosa, que até então estava fixo no segundo lugar, foi passado no final da apuração pelo tucano ao registrar 62.020 votos (22,92%).
Já no segundo turno passado, Hauly obteve 129.625 votos (48,27%), mas viu Belinati ser eleito prefeito pela quarta vez diante dos 138.926 votos recebidos, ou 51,73% no universo de 283.672 votantes.
As chances de novo pleito ficaram delineadas em definitivo quando Belinati, que disputou a eleição sob o risco de cassação o registro de candidatura havia sido impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 5 de setembro, mas recorrera , teve o registro indeferido de vez em 19 de desembro, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já de madrugada, naquela que foi a última sessão do ano para os ministros.
Apesar de o TSE expedir recomendação para que novas eleições fossem realizadas em casos semelhantes ao de Londrina ou seja, cujo eleito de cidade com mais de 200 mil eleitores teve os votos anulados e, em recontagem, nenhum outro concorrente obteve 50% mais um dos votos válidos , o novo pleito, marcado em 27 de janeiro pelo TRE, transcorre com uma dúvida: este, que terá um custo de
R$ 280 mil aos cofres públicos, terá validade? Os advogados do ex-prefeito recorrem na próxima semana ao Supremo Tribunal Federal (STF); até lá, contudo, a cidade já conhecerá quem a governará, a princípio, pelos próximos três anos e sete meses.
Em visita a Londrina na última sexta, o presidente do TRE-PR, desembargador Jesus Sarrão, estimou que o resultado deve ser conhecido hoje até, no máximo, 18h.


