Curitiba O doleiro Alberto Youssef também negou, na edição de ontem do jornal ''Folha de S. Paulo'', envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro através da agência do Banestado em Nova York. O jornal paulista apresentou, na sexta-feira, um laudo da Polícia Federal apontando o doleiro como o maior movimentador de recursos nessa agência, na qual ele teria movimentado US$ 863,8 milhões entre abril de 1996 e dezembro de 1997.
Youssef confirmou à ''Folha de S.Paulo'' que era procurador de algumas empresas e que operava contas ''offshore'' no banco de acordo com a legislação americana. O doleiro disse ainda que nunca operou com dinheiro relacionado ao narcotráfico ou com lavagem de dinheiro, como reportagem da revista ''IstoÉ'' havia afirmado há três semanas. Ele confirmou que está processando a revista, que publicou que ele estava foragido. ''Eu nunca me omiti perante a Justiça. Sempre que pediram esclarecimentos eu dei'', disse.
Segundo as declarações do doleiro, o dinheiro movimentado por ele seria captado no mercado financeiro internacional e não tinha relação com dinheiro desviado de contas CC-5 do Brasil através do Banestado. ''Volto a frisar: a tese de que as movimentações eram de dinheiro de contas CC-5 está totalmente equivocada. Esse dinheiro movimentado nos Estados Unidos não saiu do Brasil'', afirmou. Ele disse ainda que deixou de operar no mercado internacional em 1998 e que nem trabalha mais com câmbio, apenas com turismo. (R.F.)

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