Os londrinenses poderão opinar e pedir melhorias no sistema de transporte coletivo público, que passará por nova concessão para a exploração dos serviços a partir de janeiro de 2019, em audiência pública marcada para as 19h desta quarta-feira (3), na CML (Câmara Municipal de Londrina). A reunião é legalmente obrigatória, mas também permitirá que a administração pública possa delinear exigências das empresas que vencerem a licitação.

O prefeito Marcelo Belinati (PP) decidiu não renovar os atuais contratos com as duas empresas que operam o transporte coletivo em Londrina depois que um grupo de trabalho formado por servidores e agentes de outras instituições chegaram à conclusão de que o atual tem cláusulas desfavoráveis para formulação dos preços das tarifas. O custo do novo contrato deve chegar a R$ 2 bilhões e o edital está sendo preparado pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização).

Segundo o gerente de transportes da companhia, Wilson de Jesus, a audiência pública é a oportunidade da população manifestar tudo que ela espera deste novo processo de concessão do serviço público. Antes de a população passar a opinar, a CMTU deve apresentar uma proposta para o edital, com base em estudos que vem desenvolvendo. "Mas o grande objetivo é a participação popular", afirma Jesus. "Dentro do que as pessoas pedirem é que teremos os parâmetros para incluir ou não nas obrigações das futuras concessionárias: Isso [que está sendo pedido] é viável legalmente? É viável tecnicamente? É viável econômica e financeiramente?", explica o gerente de transportes.

Jesus ressalta que qualquer pleito terá reflexo direto na formulação do preço da tarifa. Isso significa que a exigência de um número mínimo de ônibus em trânsito em horários de pico ou fora deles ou a presença de ar condicionado em mais ou em menos veículos, por exemplo, determinarão se a passagem fica mais ou menos cara. "Por outro lado, a administração não pode abrir mão de vias financeiramente viáveis para melhorias", afirma.

As opiniões ou pedidos poderão ser feitos por escrito, durante a audiência ou protocolados na CMTU até as 17h da quinta-feira (4). Segundo Jesus, por força de obrigação legal, todas as propostas devem ser feitas por escrito. "Essa proposta será entregue à mesa, que vai ler e responder dentro do que for possível na hora. Se não for possível, será respondido posteriormente, mas todas serão levadas em consideração", diz.

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