Pesquisa realizada pelo Instituto Portinari mostrou que 57% dos londrinenses afirmam ter poucas razões para obedecer às leis. Encomendada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o levantamento foi feito de 1º a 10 de junho, com 600 pessoas entre 18 e 65 anos. Embasada no Índice de Percepção de Cumprimento da Lei, criado pela Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo (SP), a pesquisa é a primeira do tipo realizada em Londrina, segundo o Portinari.
De acordo com os dados coletados, 86% dos entrevistados afirmam que é fácil desobedecer às leis no Brasil. Outro dado curioso é a percepção que o londrinense tem do chamado "jeitinho" existente no País. Para 83% "sempre que possível, o brasileiro opta pelo jeitinho ao invés de obedecer as leis".
No indicador que mede o controle social, que ocorre quando atitudes pessoais são reprovadas por "amigos ou conhecidos" o item mais citado pelos londrinenses, 95%, foi "levar itens baratos de uma loja sem pagar por eles". Por outro lado, 4% dos entrevistados admitiram já ter levado produtos de lojas sem pagar. Comprar CD ou DVD pirata foi citado por 67% como ato reprovável. Incomodar a vizinhança com barulho excessivo é uma atitude reprovável para 81% dos cidadãos. A maioria, 76%, admitiu ter atravessado a rua fora da faixa de pedestres.
Segundo o presidente da Acil, Flávio Balan, o objetivo da pesquisa é "contribuir com a conscientização". "A gente queria ver onde a sociedade fraqueja. Estamos cobrando os nossos direitos, mas será que cumprimos nossos deveres?"
A pesquisa completa está disponível no site da Acil (www.acil.com.br)

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