A vereadora de Londrina Elza Correia (sem partido) renunciou ontem, na primeira sessão legislativa do ano, ao cargo de segunda secretária da Mesa Executiva da Câmara. A vereadora disse que não podia continuar no cargo porque não se sentia eleita.‘‘Não estou bem, sinto-me contrariada e incomodada com a situação’’. Elza Correia referia-se à liminar conseguida pelo presidente da Câmara, Adalberto Pereira (PFL), junto ao Tribunal de Justiça do Paraná que suspendeu a eleição da mesa diretiva, que, pelo regimento interno, deveria ter ocorrido dia 15 de dezembro, última sessão ordinária do ano.
A liminar deferida pelo desembargador Altair Fernando Patitucci declarou inconstitucional parte do artigo 16 da Lei Orgânica, que foi alterado em 1990 e diminuiu de dois para um ano a duração do mandato da mesa diretiva. Com a eleição suspensa, a atual mesa diretiva teve o mandato prorrogado automaticamente por mais um ano.
‘‘Fui eleita para ficar um ano. Se permanecesse no cargo me sentiria uma ursurpadora de poder’’, disse Elza. Adalberto Pereira, não quis comentar a decisão da vereadora.
Elza não foi a primeira a renunciar. O vereador Alvair Avelino (PL) também deixou em dezembro a Mesa, onde ocupava a terceira secretaria.
Ontem foi realizada a eleição para a vaga de Avelino. Antonio Ursi (PT) foi eleito com 8 votos. A eleição para a vaga de Elza será na quinta-feira.
O vereador Renato Araújo (PPB), candidato à presidência da Câmara, criticou ontem, mais uma vez, o que ele chama de ‘‘golpe’’ dado pelo atual presidente Adalberto Pereira. Ele comentou que está aguardando o julgamento do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.‘‘Esperamos uma decisão favorável para por fim a esse golpe na Câmara’’. (C.O.)

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