Em Londrina não foram registradas prisões durante a votação de ontem. Conforme o porta-voz do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, a polícia chegou a receber ligações denunciando derrame de ''santinhos'' e até compra de votos. ''Encaminhamos rapidamente equipes aos locais indicados, mas nada foi constatado. Fomos vítima de trotes'', declarou Eguedis, acrescentando que a ausência da ''Lei Seca'' não interferiu no trabalho policial.
A votação foi positiva e bastante tranquila, na avaliação do juiz da 157 Zona Eleitoral, Jamil Riechi Filho, coordenador do pleito em Londrina. Segundo ele, foram registrados poucos incidentes, ''como discussões entre fiscais e coligações, erros de assinatura e um ou outro embriagado'', sendo que todas as ocorrências foram resolvidas no local.
''Juízes e promotores visitaram todas as sessões e o que se constatou foi o importante papel da população para que a votação ocorresse da maneira mais tranquila possível'', comentou Riechi Filho.
O promotor Renato de Lima Castro, da equipe que coordenou o pleito, destacou que pela manhã não foram registradas ocorrências que exigissem a utilização do sistema de votos manual. A única situação inusitada registrada pela reportagem da FOLHA foi na seção 233, situada no Colégio Estadual Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Parque Ouro Verde (Zona Norte). No local, a urna eletrônica estava com o horário atrasado em quarenta minutos, o que retardou o início das votações para às 8h30.
O derrame de ''santinhos'' concentrou-se em frente aos principais locais de votação. Lima Castro disse que será analisada uma punição aos responsáveis. ''Vamos estudar como será feita esta notificação, já que não sabemos exatamente quem fez o derrame de 'santinhos' nas ruas.''
O promotor relatou ainda uma representação contra a coligação do candidato ao governo do Estado Beto Richa (PSDB), já que fiscais que estavam nos locais de votação usavam camisetas padronizadas, o que é proibido pela legislação eleitoral. Além disso, foram apreendidos em um colégio na Zona Norte, três cavaletes com o nome e número de um candidato, o que caracteriza propaganda irregular.

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