Londrina terá prefeito em 1º de janeiro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Uma coisa é certa: no dia 1º de janeiro (de 2009), alguém vai ser empossado prefeito em Londrina. Apesar de aqui se viver um caso inusitado, não existe isso de outra pessoa tomar posse no lugar do chefe do Executivo e em qualquer lugar do mundo vale a regra. A garantia foi dada ontem pela juíza da 41ª Zona Eleitoral da cidade, Denise Hammerschmidt, responsável, entre outras funções, pela análise dos registros de candidatura e pela proclamação, semana que vem, do resultado do último pleito. Desde que o prefeito eleito Antonio Belinati (PP) teve a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de anteontem, por 5 votos a 2 , contudo, a juíza tem sido uma das personagens mais requisitadas pela resposta à pergunta: haverá nova eleição em Londrina? Em entrevista à FOLHA, ela mandou uma espécie de recado ao segundo maior colégio eleitoral do Estado: se o TSE assim o decidir, há tempo hábil, até dezembro, para que nova votação seja providenciada.
Em agosto, a juíza da 41ª negou provimento ao pedido de impuganação do registro de Belinati conforme ação do Ministério Público Eleitoral (MPE). Na ocasião, a magistrada, professora de Direito Penal em Londrina, argumentara que, ainda que o ex-prefeito tivesse contra si uma lista de processos cíveis e criminais, não havia para eles uma decisão transitada em julgado, ou seja, irrecorrível. Cautelosa, no final da tarde de ontem a juíza afirmou que precisa aguardar orientação dos ministros do TSE, no acórdão escrito da decisão de terça da qual não tinha ainda sido notificada , para saber os efeitos que eles geram, na prática, para o eleitor e mesmo os candidatos.
Há inúmeras possibilidades, dentre as quais, nova eleição. Mas não posso antecipar qualquer tipo de julgamento, disse. Indagada se, caso o acórdão declare a inelegibilidade de Belinati, isso afeta a diplomação dele como prefeito eleito, no dia 17 de dezembro, resumiu: Não posso responder, pois dependo do TSE e isso, até sexta, provavelmente não me vem. Mas digo que há tempo suficiente para que alguém seja prefeito dia 1º de janeiro, depois que tudo isso for resolvido. Alguém será prefeito, declarou a juíza, que, por ora, admitiu estar confirmada a proclamação dos resultados apenas para os cargos da eleição proporcional.
Por outro lado, a juíza disparou: A eleição aqui foi democrática, a mais transparente possível. Se houve falhas e se foi denegrida a imagem da Justiça eleitoral, foi graças à demora do TSE (que tinha até 25 de setembro para os julgamentos). Estamos sendo vítimas dessa enrolação atípica, é verdade, definiu. Ao eleitor, a magistrada orientou: Há que se ter paciência e calma, pois, além da garantia de recursos às partes, teremos em breve uma visão mais clara disso tudo. Até dezembro, há tempo para muita coisa. Quanto se gastaria com novo pleito? Não sei. Há prejuízo econômico com toda a retomada do processo, certamente.


