Londrina terá mais duas empresas públicas com aval da Câmara
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Guilherme Marconi - Grupo Folha 
Com pedido de urgência do Executivo, as duas matérias que definem o futuro das empresas subsidiárias da Sercomtel foram aprovadas, em segunda discussão, nessa terça-feira (10) na Câmara Municipal de Londrina. São os projetos de lei 96 e 98, de 2019, que transformam a Sercomtel Iluminação e Sercomtel Contact Center em empresas de economia mista, desmembradas da Sercomtel S/A. Ou seja, com a decisão a Câmara autoriza a gestão Marcelo Belinati (PP) a aportar recursos dos cofres municipais para assumir o controle acionário das duas companhias.
Os projetos são consequência da decisão da atual gestão em privatizar a Sercomtel S/A. O principal projeto foi discutido no primeiro semestre para dar poder ao município de iniciar o processo de desestatização e abertura de leilão para encontrar uma empresa interessada na telefônica londrinense, que sofre com pressão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) por conta da saúde financeira.
Já para efetivar o controle das subsidiárias, o município ainda depende de um quarto projeto de lei que prevê no texto a abertura de um crédito especial com a Secretaria de Fazenda de R$ 7,17 milhões para adquirir ações normativas da Sercomtel S/A e ações preferenciais nominativas da Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento S/A. O nome foi dado à empresa de Contact Center que passará a encampar o projeto de tecnologia da informação, o denominado Cidades Inteligentes. O PL 196/2019 tramita nas comissões temáticas do Legislativo.
SEPARAÇÃO
Para o presidente da Sercomtel Iluminação e da futura empresa de T.I, Luciano Kuhl, com as sanções das leis começam os processos administrativos, reuniões do conselho, até concretizar a separação das companhias. "A ideia é continuar fazendo atendimento de call center e desenvolver viés público no 'Alô cidadão' pelo 156, tanto para região de Londrina até Maringá." Ele explicou que neste primeiro momento não há mudança no quadro de funcionários das empresas, mas não descarta expansão.
Foram 15 vereadores favoráveis ao projeto de viabilidade da companhia de tecnologia e quatro abstenções: Felipe Prochet (PSD), Eduardo Tominaga (DEM), Junior Santos Rosa (PSD) e Mario Takahashi (PV). Tominaga ressaltou que apesar dos projetos estarem "linkados" ao da desestatização da Sercomtel S/A, ainda há duvidas sobre a viabilidade em criar uma empresa municipal para fomentar tecnologia. "Eles terão que fazer um esforço tremendo para isso. No curto prazo poderá até ter uma viabilidade. Porém, no médio prazo eu tenho sérias dúvidas em relação ao mercado para a prefeitura dar andamento aos investimentos aos projetos. Poderá acontecer o que já ocorreu com a Sercomtel Telecomunicações", questionou.


