Londrina retira da pauta criação da CEI das Drogas
Mauricio Della Barba
De Londrina
Depois de mais de uma hora de discussões, os vereadores de Londrina decidiram retirar de pauta o requerimento que pedia a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar denúncias de que a cidade estaria na rota do narcotráfico internacional e também para subsidiar a CPI instaurada pela Câmara Federal.
A retirada foi proposta pelos vereadores Adalberto Pereira da Silva (PFL) e Beto Scaff (PSDB), que levantaram dúvidas sobre o modo de atuação da CEI. A CEI terá poderes para intimar e prender pessoas? Como será a atuação na prática?, indagava Adalberto, aos demais vereadores.
O vereador Carlos Kita (PSDB), autor do requerimento que pede a criação da CEI, defendia a votação, alegando que há indícios de um esquema de narcotráfico da cidade. Só de lembrar de alguns traficantes presos, como o do Kojak, Yanes, Dito Quati e do Daher, além da suspeita de lavagem de dinheiro em uma agência de câmbio, temos motivos de sobra para investigar o que se passa na nossa cidade, disse Kita. Ele informou ainda que uma pesquisa mostra que 35% dos estudantes de Londrina já experimentaram ou usaram drogas.
Temos um monte de drogas para investigar aqui, na Comurb, na AMA, e já está difícil. Imagine uma CEI deste porte. Abrir por abrir não interessa a ninguém, disse Célio Guergoletto (PMDB).
O consentimento da retirada de pauta do requerimento entre os vereadores só ocorreu com a proposta de convidar algumas autoridades policiais e jurídicas para esclarecer como uma CEI municipal pode ajudar na questão do tráfico internacional. A Câmara marcou para a próxima segunda-feira, às 15 horas, uma reunião entre os vereadores, o delegado-chefe da Polícia Federal, José Roberto Morel, a diretora do Fórum, Lídia Maejima, o procurador Jurídico da Câmara, Zulmar Fachin, além de representantes do Ministério Público e da Comissão de Segurança. Assim poderemos encontrar uma solução para que a Câmara contribua de forma prática e eficiente com a CPI do Narcotráfico, defendeu Adalberto.





