O caixa da Prefeitura de Londrina registrou uma reserva de R$ 30,3 milhões no primeiro quadrimestre deste ano. Foram R$ 2 milhões a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.
Os índices foram apresentados ontem na Câmara Municipal, durante audiência pública obrigatória exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Apesar do saldo positivo considerável, tanto o prefeito Nedson Micheleti (PT) quanto o secretário de Fazenda, ®MDNM¯Rubens Menolli, afirmaram que os milhões em caixa são temporários. Isso porque os primeiros meses do ano registram o pagamento à vista de parte do Imposto Predial de Territorial Urbano (IPTU).
''O superávit foi registrado porque cerca de 25% dos moradores quitaram todo o IPTU. Este valor é diluído no decorrer do ano, conforme pagamos as dívidas'', explicou Menolli, destacando que as dívidas acumuladas continuavam em declínio.
Até o final de 2002, a conta ''restos a pagar'' acumulava R$ 132,2 milhões. No dia 30 de abril deste ano, o saldo era de R$ 111,2 milhões. ''A administração anterior chegou a manter mais de R$ 180 milhões em dívidas, que fomos abatendo nos últimos dois anos. Tanto estas dívidas quanto os precatórios (trabalhistas e alimentares, que somam cerca de R$ 12 milhões) estão sendo abatidos normalmente''.
Micheleti também falou sobre o ''peso do IPTU'' nas contas do município, mas insistiu que o ''controle rígido do orçamento'' também pesou no superávit. ''Pretendemos manter os gastos controlados, tanto que vamos aguardar a aprovação da Controladoria (projeto apresentado à Câmara) até o segundo semestre'', afirmou o prefeito. A Controladoria, citada por Micheleti, seria a união da equipe de auditores do município com a de contabilidade. Caso seja aprovado pelos vereadores, o novo órgão passaria a funcionar em 2004.
Durante a audiência pública, não foi divulgada qualquer grande obra para a cidade neste semestre. O prefeito destacou que as reformas e ampliações de escolas, postos de saúde e pavimentação asfáltica continuam no calendário da administração pública. O orçamento aprovado para 2003 é de R$ 476,2 milhões, contra os R$ 418,9 milhões gastos no ano passado.

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