A Câmara de Campo Mourão, que passou de 17 para 10 vereadores, gastou em 2005, R$ 1,7 milhão, 3,1% da receita do município. Em 2004, foram gastos R$ 1,6 milhão (2,65%). Em Cascavel, que perdeu sete cadeiras, o montante gasto em 2004 foi de R$ 6,6 milhões e, em 2005, R$ 6,4 milhões. Em Londrina, o Legislativo municipal consumiu em 2004, quando tinha 21 vereadores, R$ 10,4 milhões. Em 2005, com 18 vereadores, as despesas somaram R$ 10,8 milhões. ''Tivemos uma diminuição (nos gastos) de R$ 540 mil com pessoal. Os outros gastos foram com a compra de computadores, R$ 300 mil, e houve mais investimentos em 2005 do que em 2004'', argumentou o diretor da Câmara de Londrina, Rubens Canizares.
Sem citar números, o presidente da Câmara de Maringá, João Alves (PMDB), afirmou que não houve alteração nas despesas da Casa mesmo com sete vereadores a menos. ''Não mudou (o gasto da Câmara) por conta que tivemos o aumento do salário dos vereadores no início do mandato, aumento dos salários dos funcionários somado com inflação no período. A despesa é praticamente idêntica a de 2004. Um dos grandes problemas da mudança (resolução do TSE) é que se diminuiu o número de vereadores, mas não se reduziu o percentual de direito das Câmaras.''
De acordo com o que prevê a PEC, Maringá, que tinha 21 vereadores em 2000 e 15 em 2004, voltaria a ter as 21 vagas, só que com 5,5% da receita líquida do município, 0,5% a menos do que tem direito hoje. ''Não concordo (com as mudanças propostas). Quando aconteceu a redução para 15 fui contra por conta da representatividade dos mais diversos segmentos. Com 21 temos uma representatividade maior. Sou a favor que aumente para 21 novamente mas com 5,5% do orçamento não dá'', calculou.
A Câmara de Umuarama utilizou no ano passado R$ 2,5 milhões. Em 2004, quando tinha nove vereadores a mais, foram utilizados R$ 2,6 milhões. ''Gastamos (em 2005) uma quantia razoável porque derrubamos os gabinetes que tínhamos, ampliamos, informatizamos, colocamos ar-condicionado, devolvi R$ 46 mil de juros para a prefeitura e apliquei R$ 385 mil que sobraram em um fundo para construção de um novo prédio'', contabilizou o presidente da Câmara, Antonio Milton Siqueira (PMDB).
Se aprovada a PEC, a Câmara de Umuarama passaria a ter 17 vereadores e um repasse de 7,5%. Hoje ela recebe 8%. ''(Com o novo percentual) dá para manter a casa tranquilo, só não vai ter a economia que temos hoje, mas dá para administrar'', garantiu. (C.O.)

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