Pétalas de flores, belas garotas, música e foguetório. Foi assim a recepção para o governador Jaime Lerner (PDT), ontem de manhã, no aeroporto de Londrina. Ele foi recebido com uma ‘chuva’ de pétalas de rosa e conduzido até a saída do saguão por modelos que divulgavam a campanha institucional do Plano de Desenvolvimento Industrial, com o slogan ‘‘Londrina é um grande negócio’’.
O ‘cordão de isolamento’ formado por manequins contratadas pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), e o som da Banda Municipal acabaram frustrando um protesto de alunos do Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), contrários a realização do ‘‘provão’’ nas escolas profissionalizantes. Fora do aeroporto, Lerner foi saudado por fogos de artifício.
O prefeito Antonio Belinati (PDT) encontrou-se com o governador ainda na pista e seguiu para o Parque Ney Braga, onde Lerner firmou convênio de R$ 3,9 milhões com 188 prefeituras e associações de produtores para o plano de renovação da cafeicultura no sistema de plantio adensado. Foi Belinati quem assinou o convênio em nome das prefeituras e associações, o que demonstra uma forma de valorizar a relação entre os dois, até então desgastada.
‘‘O governador veio trazer benefícios para a região e merece toda nossa consideração e confiança’’, avaliou ontem o secretário municipal de Administração, Moysés Leônidas. Ele citou as 22 novas viaturas para a Polícia Militar de Londrina e o valor do convênio do café para a região - quase R$ 4 milhões. A maioria do secretariado prestigiou a visita de Lerner.
O assessoria de gabinete do prefeito classificou a recepção de ‘‘calorosa’’, mas negou ter organizado a ‘chuva de pétalas’. ‘‘Até para o gabinete foi uma surpresa’’, disse um assessor, atribuindo a iniciativa aos alunos do colégio estadual Maria do Rosário Castaldi. Ouvido pela Folha, o diretor do colégio, Carlos Augusto Genez, disse que os cerca de 200 alunos que foram à recepção do governador não levaram as flores e sim ajudaram a jogá-las em Lerner.
O governador aproveitou a cerimônia no Parque Ney Braga para voltar a criticar os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB), que paralisaram a análise dos pedidos de empréstimo do Paraná no Senado, mas ajudaram a aprovar os empréstimos do Rio Grande do Sul. ‘‘Isso é um disparate. Somos menos endividados que eles e vamos voltar ao Senado para mostrar que temos capacidade de endividamento’’. (Colaborou Célia Baroni)

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