Londrina quer R$ 235 milhões da União
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Os deputados federais e senadores do Paraná ainda não chegaram a um consenso sobre o que fazer com as emendas coletivas em Brasília. Os políticos receberam demandas no valor de R$ 7,89 bilhões do governo estadual, prefeituras, hospitais e associações civis, sem contar suas próprias ideias de como a União deveria gastar seu orçamento para 2013, estimado em R$ 2,14 trilhões. Londrina, por exemplo, quer R$ 235 milhões para investir em infraestrutura, ensino superior e saúde (veja quadro).
São 159 pedidos de todo o Paraná, compilados pela assessoria do deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), que coordena a bancada federal. Só de investimentos demandados pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil), Pepe Richa, são 21 requisições no valor total de R$ 2,5 bilhões. Se a bancada resolvesse atender todos os pedidos do irmão do governador Beto Richa (PSDB), por exemplo, estariam quadruplicando o orçamento que a Seil terá em 2013, definido em R$ 750 milhões.
''Devemos apresentar de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão em emendas coletivas'', adianta Serraglio. Nesse valor, por exemplo, estão R$ 20 milhões para o Hospital de Câncer de Umuarama e outros R$ 20 milhões para a construção de um teatro em Londrina, recurso que também poderia ser destinado à reforma do Teatro Ouro Verde, destruído recentemente em um incêndio. Londrina pode ser beneficiada por emendas genéricas, voltadas para a distribuição de recursos em cadeias produtivas ou na rede pública de ensino superior, mas são os dez pedidos identificados que chamam a atenção.
A movimentação da Prefeitura de Londrina, Conselho Municipal de Saúde, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e políticos garantiu à cidade uma articulação superior a de outros municípios, como Maringá, cujas demandas específicas somadas ficaram em R$ 164 milhões. ''As emendas coletivas de 2012 ainda não foram liberadas, mas há uma sinalização do governo federal de que as propostas nas áreas de Saúde e Educação serão efetivamente pagas'', explica Serraglio. Uma nova reunião entre os deputados federais e os senadores será realizada na próxima semana.


