Se depender da vontade dos jovens Matheus de Araújo Machado e Pedro Saccani, ambos com 16 anos, o ato público contra a corrupção vai contar com bom número de participantes, no próximo sábado (21), na Concha Acústica em Londrina. Ontem, eles passaram à tarde no calçadão central entregando cerca de 400 panfletos, confeccionados com recursos próprios, convidando a população para o ''Quero o fim da corrupção'', conforme destacava o material. ''A gente decidiu fazer alguma coisa e como nem todo mundo tem acesso ao Facebook, vamos entregar os panfletos'', justificaram, em referência à mobilização nacional contra a corrupção, organizada através da internet. Eles procuraram a FOLHA, ontem à tarde, para ''fortalecer a divulgação''.
No material entregue aos londrinenses, os jovens escreveram que ''estamos cansados de palhaçada e se queremos mudar algo, temos que nos unir''. Para o sociólogo Marco Rossi, que teve acesso às informações sobre o ato através da internet, estender o debate das redes virtuais para a realidade social é uma ''estratégia que demonstra a vitalidade da juventude''. ''Se eles querem a participação das pessoas que mais sofrem com a corrupção é preciso fazer isso mesmo, afinal muitas não têm acesso à rede.'' Contudo, Rossi chama a atenção para esse contato, nas ruas, entre gerações. ''A atitude deles é muito importante, porém, a linguagem que vão utilizar é fundamental para comunicar essa ideia da união de forças para o combate à corrupção.''

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