Por Londrina, o candidato mais bem votado para representar o Paraná na Câmara Federal foi o pedetista Barbosa Neto, sexto no ranking com 132.671 votos. Na seqüência, aparecem o tucano Luiz Carlos Hauly (com 111.504 votos), o petebista Alex Canziani (com 111.456) e o petista André Vargas (com 83.222 votos). Dos quatro, apenas Hauly e Canziani, reeleitos, não representam renovação em Brasília.
  Deputado estadual na atual legislatura, com a eleição de ontem Barbosa obteve a segunda vitória na carreira política que até então era marcada também por duas derrotas consecutivas na disputa à Prefeitura de Londrina. Ontem, o deputado declarou que a meta em Brasília será ‘‘trazer de volta a credibilidade dos políticos no Congresso’’. Para isso, prometeu não fazer ‘‘projetos esdrúxulos’’ e se comprometeu a manter a assiduidade impressa ao mandato que está finalizando.
  ‘‘O desafio é ter 100% de presença, ser recordista em pronunciamentos e requerimentos e contribuir para que o próximo presidente institua, enfim, a reforma política para resgatar a credibilidade da classe política’’, discursou.
  Indagado se leva o mandato federal até o fim, contudo, Barbosa não disfarçou o ensejo de tentar pela terceira vez a chefia do Executivo municipal. ‘‘É muito cedo ainda para pensar em eleição municipal, mas fica o sonho de mostrar que sou capaz de montar um grande grupo político para governar Londrina, sim’’, concluiu.
  André Vargas, aliado do prefeito Nedson Micheleti (PT), obteve a vaga na Câmara com 82.944 votos (1,57% dos votos válidos), 12,6 mil (15,2%) deles conferidos por eleitores londriennses. Para ele, a votação na cidade foi reflexo da greve dos servidores municipais, que completa hoje 56 dias. ‘‘O objetivo da greve era esse, nos atacar politicamente, os candidatos do PT, do prefeito. Fomos atacados permanentemente.’’
  Vargas foi o quarto candidato mais votado da coligação PT/PL/PHS/PAN/PRB/PCdoB, e agradeceu ao prefeito e ao ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, pelo apoio. Na Câmara dos Deputados, ele deve trabalhar prioritariamente pelas áreas da saúde, educação, políticas para a juventude e a reforma política.

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