Imagem ilustrativa da imagem Londrina: Gaeco confirma apreensão de R$ 370 mil em empresa de parente de Richa
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O empresário Luiz Abi Antoun, parente do ex-governador Beto Richa (PSDB), foi transferido para PEL 1 (Penitenciária Estadual de Londrina) na noite de terça-feira (11) após prisão temporária durante a Operação Rádio Patrulha do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O promotor do Gaeco, Leandro Antunes, informou que os policiais localizaram R$ 370.558,00 em espécie, além de 2.700 dólares e 80 euros durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na empresa de Abi Antoun, localizada na zona oeste de Londrina.

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Documentos, celulares e computadores também foram apreendidos na residência e na empresa. Os materiais serão utilizados para continuidade das investigações, que apura a suspeita de direcionamento de licitação para beneficiar empresários, pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro no programa do governo estadual do Paraná Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014.

Abi Antoun já foi condenado por participação em esquema de fraude em uma licitação para manutenção da frota oficial do Estado na região de Londrina, revelado pela Operação Voldemort, deflagrada pelo Gaeco em 2015. O valor do contrato era de R$ 1,5 milhão. Outras seis pessoas também foram condenadas.

Em nota, o advogado Anderson Mariano, que defende Luiz Abi Antoun, afirmou que a prisão temporária de seu cliente é desnecessária para a condução das investigações relativas à Operação "Rádio Patrulha".

"Luiz Abi Antoun jamais se furtou de prestar qualquer forma de esclarecimento às autoridades quando assim lhe foi solicitado, tampouco criando obstáculos à efetivação das diligências que se fizeram necessárias. Cabe destacar que os hipotéticos fatos objeto da investigação teriam ocorrido em Curitiba há mais de quatro anos", acrescentou.

Além disso, conforme a defesa de Abi, ele "sequer conhece parte dos investigados e não mantém contato com os demais há anos, o que corrobora a desnecessidade de sua prisão temporária neste momento".

A empresa Alumpar Alumínios Ltda. esclareceu em nota que "não figura como investigada e sequer foi citada em qualquer operação, pois sempre desenvolveu suas atividades dentro da legalidade".

Sócios da Alumpar Alumínios afirmaram em nota que a ordem de busca e apreensão levada a efeito pelo Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) de Londrina realizadas na sede da empresa tinha como alvo a pessoa de Luiz Abi Antoun, em nada se relacionando à empresa ou a seus sócios.

O ato foi ordenado pelo Poder Judiciário com base em suposição do Ministério Público Estadual de que Luiz Abi Antoun exerceria atividades profissionais para a empresa e, por isso, poderia ter documentos e valores armazenados no escritório da empresa.

Contudo, segundo os demais sócios, todos os materiais, documentos e valores apreendidos na sede da empresa se referem exclusivamente às atividades comerciais da empresa, não possuindo qualquer vínculo com as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.

"A Alumpar Alumínios Ltda. contribuiu com as investigações e permanecerá à disposição das autoridades para o esclarecimento de eventuais questionamentos."

Ambas as notas foram enviadas à imprensa no início da noite desta quarta-feira (12).

(Colaborou Fernanda Circhia)

(Atualizada às 19h38)

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